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Morcegos recolhidos no Estado cresceu 66%, Coxim está em alerta

12 MAI 2015 • POR Ana Flávia Dorsa • 09h57

 A quantidade de morcegos recolhidos em Mato Grosso do Sul aumentou consideravelmente neste ano. A pela Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) contabilizou 319 morcegos, enquanto este ano já são 159. A média, que era de 26 morcegos por mês, subiu para 39, representando aumento de 66%. As cidades de Corumbá, Coxim, Ladário, Pedro Gomes e Rio Verde de Mato Grosso são consideras área de risco do vírus da raiva no Estado.
Conforme o gerente de Vigilância Sanitária, Saimon Candido, o município está em alerta e devido aos números anunciados, o Estado deve antecipar a campanha de raiva este ano, que geralmente acontece nos meses de Setembro e Outubro. Segundo o gerente, em Coxim não teve nenhum relato doméstico, nenhum cão suspeito. Porém diz que existe a procura pelo fato da invasão desses animais nas residências, mas sem nenhum registro de ataque. 
“Os animais procuram um lugar para se alojar em algumas residências, principalmente nos forros. Ficam geralmente próximos a árvores frutíferas, em locais onde tem acesso a áreas verdes. Como não temos a estrutura do CCZ (Centro de Controle de Zoonozes), trabalhamos apenas uma equipe preparada para atendimentos e controle”, declara o gerente.
O coordenador do programa de controle de raiva dos herbívoros da Iagro, Fábio Shiroma de Araújo, explica que a maioria dos morcegos contabilizados foram localizados em área urbana. A espécie que sobrevive só de sangue, chamada de hematófagos ou vampiros, foram encontrados até agora, em área rural.
No entanto todos os morcegos, independente da espécie, podem transmitir a raiva pelo contato, caso estejam contaminados. Eles não devem ser manuseados por ninguém, mesmo estando mortos. Cachorros e gatos têm que ser mantidos longe desses bichos. A raiva é uma doença viral, que pode levar à morte e é transmitida a partir da saliva de animais infectados.
De acordo com Fábio, os casos de raiva são mais preocupantes em área urbana, porque os principais transmissores são os cães, gatos e morcegos que estão em contato direto com o homem. “Se tiver o contato com algum animal suspeito, a pessoa deve procurar imediatamente uma unidade de saúde”, diz.
A responsável pelo CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) em Campo Grande, Júlia Cristina Maksoud, diz que o órgão deve ser acionado toda vez que um morcego for encontrado caído no chão. Todo morcego encontrado de dia pode estar doente ou desorientado e a possibilidade de estar contaminado pelo vírus da raiva é grande.
Casos de raiva em animais - De janeiro até abril deste ano, 27 cães foram detectados com o vírus da raiva, 21 casos em Corumbá e seis em Ladário. No total, 232 animais, entre cães e gatos, passaram pelo exame.
Em área rural, foram detectados o vírus da raiva em três bovinos, um em Pedro Gomes e dois em Corumbá. “Existem dois ciclos da doença na região, o rural e o urbano. O rural tem como vetor o morcego que se alimenta de sangue e contamina os animais que vivem no campo.