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O que é esclerose múltipla?

23 JUN 2022 • POR Glenda Melo/ Diário do Estado Ms • 10h37
  Divulgação/saudementalatibaia

A esclerose múltipla (EM) é considerada uma doença autoimune e desmielinizante que afeta o sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal). 

Autoimune são todas as doenças geradas por uma reação inflamatória contra o nosso próprio organismo, como lúpus, artrite reumatoide e psoríase, por exemplo.

 Desmielinizante porque afeta um componente do sistema nervoso chamado mielina, que é uma capa que recobre os nossos nervos.

Toda vez que essa capa é danificada há uma dificuldade de transmissão de impulsos neurológicos.

Essa agressão autoimune e inflamatória gera dano na mielina, provocando os sintomas da doença. 
Por exemplo, se afeta a mielina de um nervo que vai para os olhos há perda visual, um nervo da perna há dificuldade para andar, se afeta a mielina que vai para o cerebelo há alteração de coordenação e assim por diante.

Na semana em que a atriz Guta Stresser, a atriz que interpretava o papel de Bebel em a Grande família em entrevista a revista veja contou que foi diagnosticada com a doença o alerta sobre a esclerose múltipla volta ser discussão.

Diagnóstico precoce e manifestação da doença

O diagnóstico precoce é essencial, visto que existem tratamentos cientificamente eficazes que podem frear a evolução da doença permitindo que o individuo mantenha não só sua qualidade de vida, mas sua capacidade laborativa, assim contribuindo economicamente ao invés de consumir recursos sociais.

 No Brasil, vários tratamentos são disponibilizados tanto no Sistema Único de Saúde (SUS) quanto no sistema de saúde suplementar.

A EM se manifesta de forma inicialmente episódica. Então a pessoa tem crises que duram algumas semanas e melhoram. Essas crises podem ser: embaçamento visual, falta de equilíbrio, perda de força nas duas pernas ou em um lado do corpo, dificuldades urinárias, formigamento nas mãos e nos pés, não é coisa de 24 horas, é algo que vem, dura várias semanas e aí melhora espontaneamente, Ou com o passar do tempo pode deixar uma ou várias sequelas 

Situações em que a EM deve ser pensada como diagnóstico diferencial

Perda de visão em um ou ambos os olhos, ou visão dupla, sem sinais externos de vermelhidão ou secreção, especialmente se piorando ao longo de alguns dias pode significar neurite óptica.
 
Muita vertigem e desequilíbrio na ausência de náuseas e zumbido que dura semanas e melhora sozinho ou com medicamento pode significar lesão de tronco cerebral.
 
Formigamento de um lado do corpo, especialmente se piorando ao longo de alguns dias pode significar lesão medular.

 Perda ou incontinência urinária em homens ou mulheres por infecção de urina ou DST pode significar lesão medular. 

 Dificuldade de marcha, quedas, tropeços e muita fadiga, especialmente em pessoas abaixo de 50 anos de idade.

 Sintomas neurológicos transitórios, como fadiga, dificuldade de marcha, vista embaçada, que pioram com o calor e podem melhorar em dias mais frios.

 Dor neuropática, como queimação, formigamento e câimbras frequentes em pessoas com menos de 50 anos de idade.

História de múltiplas alterações neurológicas como as descritas acima, que pioram e melhoram ao longo de anos, não explicado por outra doença, pode significar esclerose múltipla remitente recorrente.

Portanto estar atento aos sintomas e fazer exames regularmente são essenciais para qualidade de vida das pessoas diagnosticadas com EM.