Pesquisa recente realizada pela Fundação Getúlio Vargas expõe desigualdade entre homens e mulheres
17 JUN 2022 • POR Glenda Melo, Diário do Estado • 09h25Expressão utilizada em recente estudo da FGV, sugere impacto desproporcional que a pandemia causou nas mulheres no mercado de trabalho: 47% estão em estado de insegurança alimentar, contra 26% dos homens.
Quase metade (47%) das mulheres no Brasil não sabem se terão dinheiro para comprar comida no dia seguinte, entre os homens essa proporção é bem menor apenas 26%.
O fenômeno é novo e tem nome: “feminização da fome”, que sugere o brutal impacto que a pandemia teve nas mulheres no mercado de trabalho, o termo foi utilizado pela primeira vez em levantamento do Centro de Políticas Sociais da FGV Social, que analisou, após cruzar dados de 160 países, que o número de mulheres brasileiras sem dinheiro para ir ao supermercado é seis vezes maior que a média mundial.
Não é tão difícil entender porque a situação de insegurança alimentar é tão mais grave entre as mulheres, Quando elas possuem emprego, ganham, em média, 70% do salário dos homens, Durante o período mais grave da pandemia, foram as primeiras a sofrer com o desemprego e são as que mais ocupam trabalhos informais, pois perdem a capacidade laboral para ficar em casa cuidando da família, é preciso lembrar também o fato de quase metade (47,8%) dos lares brasileiros serem chefiados por mulheres, o que significa que elas são inteiramente responsáveis por botar comida na mesa, pagar aluguel entre outros compromissos.
