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Hepatite misteriosa em MS têm um caso provável e outro em investigação

10 JUN 2022 • POR Glenda Melo, Diário do Estado • 09h00
  Reprodução

Além do primeiro caso provável do país de hepatite aguda grave, a hepatite misteriosa em Mato Grosso do Sul também tem um caso sob investigação da doença. Desde abril, no início do surgimento de casos no Brasil, o Estado contabiliza 6 notificações.
Conforme boletim epidemiológico divulgado nesta terça-feira (7) pelo Ministério da Saúde, das seis notificações que o Estado possui, quatro delas foram descartadas. A adolescente de 16 anos, considerada o primeiro caso provável da doença no Brasil, foi registrado em 27 de maio, em Ponta Porã. A menina apresentou sintomas como febre, icterícia e náuseas no dia 3 de maio e no dia 10 foi internada na cidade.
Desde o surgimento dos casos em MS, eram 106 notificações da hepatite misteriosa em crianças e adolescentes em 17 estados do Brasil. Segundo a definição do Ministério da Saúde, é considerado caso provável de hepatite misteriosa quando o paciente apresenta problemas no fígado e os exames dão negativo para Hepatite E. 
Os casos suspeitos são quando o paciente também apresenta problemas característicos de hepatite e exames para a doença e arboviroses também dão negativo. Em Mato Grosso do Sul, não há serviço de transplante de fígado. Casos graves da doença, como é o caso da hepatite misteriosa, que necessitem de cirurgia, precisam ser encaminhados para fora do Estado.
A doença apresenta sintomas como urina escura, fezes pálidas ou cinzas, coceira na pele, olhos e pele amarelados (icterícia), dores musculares e nas articulações, temperatura alta, enjoo e náuseas, cansaço, perda de apetite e dor de barriga.
Pais e responsáveis devem estar atentos aos sinais e procurarem os médicos caso as crianças apresentem qualquer sintomas gastrointestinais, incluindo vômito ou diarréia. A recomendação é que os menores devem ficar em casa e não retornar à escola ou creche até 48h após após os sintomas cessarem.