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Dia Internacional das Crianças Desaparecidas: números apontam queda nos casos em MS

25 MAI 2022 • POR Midiamax • 11h03
  Sejusp/MS

Nesta quarta-feira, 25 de maio, é celebrado o Dia Internacional das Crianças Desaparecidas, data que é uma homenagem ao menino Etan Patz, que desapareceu nas ruas de Nova Iorque, quando tinha apenas 6 anos, em 1979. Em Mato Grosso do Sul, os números mostram que o Estado registrou queda no número de crianças desaparecidas nos dois últimos anos, segundo dados da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul). 

No ano de 2019, foram 78 boletins de ocorrência de desaparecimentos de crianças em Mato Grosso do Sul (no Brasil, considera-se criança, para os efeitos da lei, a pessoa até 12 anos de idade incompletos). No ano seguinte, em 2020, esse número caiu para 45 registros e seguiu em declínio, com 28 boletins de ocorrência em 2021. Neste ano, até o dia 20 de abril, foram 15 registros no Estado.

Campo Grande também registrou queda no número de crianças desaparecidas nos dois últimos anos. Neste ano, até o dia 20 de maio, foram registrados cinco boletins de ocorrência por desaparecimento de crianças. Entretanto, segundo a delegada titular da DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), Fernanda Félix Carvalho Mendes, não há caso de desaparecimento de criança em aberto em Campo Grande. 

“Neste mês de maio ainda não tivemos nenhum registro na DEPCA. Recebemos registros de outras unidades policiais, porém antes mesmo do início das diligências, ou durante, as vítimas já haviam sido localizadas pelos próprios familiares, eram adolescentes que haviam saído sem permissão”, explica Fernanda.

De acordo com a delegada, a maioria dos casos investigados pela delegacia são referentes a adolescentes que saem de casa por algum desentendimento familiar. Esses casos correspondem a 98% das investigações de desaparecimento, ficando apenas 2% em casos de crianças desaparecidas. Ainda segundo a autoridade policial, não houve casos de sequestros nos últimos anos. “A maioria dos casos de desaparecimento (98%) são de adolescentes em desentendimento familiar por escolhas próprias, acabam deixando o lar em busca de relacionamentos sem consentimento/conhecimento dos pais ou responsáveis. Muitas vezes este tipo de caso é registrado como abandono do convívio familiar, ato praticado pelo próprio adolescente”, explica Fernanda.