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Presos reclamam situação carcerária em presídio de Coxim

5 MAI 2015 • POR Ana Flávia Dorsa • 09h04

Na manhã de ontem o Jornal Diário do Estado recebeu um documento que foi protocolado no Ministério Público com 18 assinaturas retratando a situação do albergue do semi-aberto do presídio de Coxim.
Conforme o diretor do presídio, Edilson Ferreira, a situação é uma realidade. Porém, segundo o diretor, na última quinta-feira (30), o promotor Rodrigo Cintra esteve no local e solicitou ao sistema judiciário uma solução para o problema. 
Ferreira alega que foi determinada a ampliação do espaço com a construção de mais camas, e assim será realizado oferecendo mais 15 vagas para acomodar melhor os internos do regime semi-aberto. Esta obra será realizada pela unidade penal com a ajuda do conselho da comunidade. No local há capacidade para 13 pessoas, porém hoje são 35 homens dividindo espaços no chão.
Já no regime fechado a capacidade é de 48 pessoas e o presídio está operando com 85 internos, ou seja, quase o dobro. Ferreira informa que assim como em todos os outros presídios do Estado a superlotação é comum, e que sua melhora só acontecerá mediante demanda do governo do Estado. O projeto inicial seria para mais 10 celas.
O diretor do presídio informou ainda que fora a questão da super lotação, as demais dependências do presídio estão em pleno funcionamento como o consultório odontológico, consultório médico, cozinha industrial com acompanhamento de nutricionista e sala de aula com duas turmas do ensino fundamental matutino e vespertino. 
“Não temos nenhuma ideia de rebelião, nenhum problema atual em nosso presídio. Todos os serviços estão funcionando em perfeita ordem, mas a lotação é um problema de todos os presídios do Estado. Temos 28 internos estudando, outros 23 trabalhando. Quanto aos do semi-aberto, a situação já está sendo resolvida”, destaca o diretor.