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´Foi horroroso, desesperador´, diz motorista de aplicativo esfaqueada 15 vezes

23 MAI 2022 • POR Idest • 10h57
  Reprodução Campo Grande News

Ainda se recuperando na Santa Casa de Campo Grande, Audineth Aguiar dos Santos, de 44 anos, relembra dos momentos de terror que passou ao ser ferida com 15 facadas durante tentativa de roubo, ocorrida na noite de sexta-feira (20). “Foi horroroso, foi desesperador”, disse. O suspeito pelo crime fugiu sem levar nada e ainda não foi localizado.

Em entrevista ao Campo Grande News, por telefone, Audineth contou que recebeu cinco bolsas de sangue, passou por cirurgia no ombro direito, levou 11 pontos no rosto e mais de 15 na orelha. “Eu tinha medo da anestesia geral, mas deu tudo certo. Só não posso encostar atrás da orelha, porque dói”, contou. Sem poder se mexer, ela contou com a ajuda da amiga para segurar o celular enquanto falava com a reportagem.

Segundo a vítima, motorista de aplicativo há cinco anos, em nenhum momento desconfiou do passageiro, que durante o percurso permaneceu quieto. “A gente pega passageiros de todo tipo. Tem gente que gosta de conversar, tem gente que não gosta. Tem uns agitados, outros mais calmos. Não tem como saber. Eu não desconfiei de nada”, contou.

Ela disse que ao avisar o passageiro que havia chegado ao destino, o rapaz pediu para entrar à direita. “Ele não falou nada, não anunciou o assalto, simplesmente começou a bater no meu rosto com alguma coisa. Na hora eu não vi a faca. Sentia algo parecido com choque. Mesmo assim apertei a buzina e acelerei com o carro. Comecei a gritar por socorro. Ele pulou pela porta traseira e fugiu. Passei a mão no meu rosto e senti o sangue escorrendo”, relembrou.

Mesmo ferida e assustada, Audineth conseguiu dirigir por alguns metros até chegar em um espetinho, na Rua Rachel de Queiroz, no Bairro Aero Rancho, onde pediu socorro. “A polícia militar foi acionada e como o socorro estava demorando, eles me levaram na viatura para o CRS (Centro Regional de Saúde) do bairro”.

Devido à gravidade, a vítima foi transferida à Santa Casa, onde permanece internada recebendo atendimento médico. Ela contou que para ser levada do posto para o hospital teve que pagar uma ambulância particular. "Os motoristas de aplicativo fizeram uma vaquinha e pagaram R$ 1.026 pelo transporte”, destacou.