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Por que a criminalidade avança para as cidades do interior do Brasil ?

13 MAI 2022 • POR Glenda Melo, Diário do Estado • 09h40
  Arquivo/ Ag. Brasil

 Nos grandes centros do país, poucos pais dormem tranquilos quando os filhos saem à noite. São raros os motoristas que respeitam sinal de trânsito em áreas desertas. Em todas localidades, diante da profusão de notícias de atos violentos, reina uma sensação de medo e insegurança. 
A taxa nacional de homicídios é de 23,7 casos por 100 mil habitantes, um índice alto considerados os padrões internacionais, A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera "zonas epidêmicas" aquelas com taxas superiores a 10 assassinatos por 100 mil habitantes. 
O pior é que os estudos indicam que a violência no Brasil não está mais restrita aos grandes centros urbanos. Ela se alastrou pelo interior e por pequenas cidades, deixando um rastro de destruição de vidas e de prejuízos econômicos. Estima-se que o País gaste em torno de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) com a violência. Enquanto isso, crescem os negócios das empresas de segurança privada.
 Em Coxim e nas demais cidades do interior do Brasil essa realidade não é diferente, têm sido recorrente noticiarmos casos de crimes, prisões, relacionados ao uso de armas de fogo e tráfico de drogas. A relação entre criminalidade e condições financeiras precárias fica gritante ao se constatar que as periferias urbanas continuam dominadas por facções criminosas, apesar das ações policiais de pacificação desses espaços. 
Financiadas pelo tráfico de drogas, as facções agem no “berçário” da comunidade se assim podemos dizer, aliciando crianças e adolescentes. Dessa forma é necessário que seja feito todo um trabalho de base nos lares, nas escolas para orientar essas crianças e jovens que ficam ociosos e a mercê desses criminosos, otimizar o tempo desse público, investir em educação e cultura para que sobre pouco tempo para que esses jovens fiquem disponíveis para abordagens dos crimosos. 
Sabendo que diante do crescimento das cidades, os problemas também aumentam, entre eles o aumento nos casos de criminalidade o trabalho de conscientização que começa dentro dos próprios lares é de suma importância para combater esses números. Portanto não cabe empurrar somente ao poder público e autoridades policiais as responsabilidades, cada cidadão deve arcar com as consequências dos seus atos e escolhas e para que o pior não aconteça, conscientizar será sempre, o melhor agente de prevenção.