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Com alta do Diesel, caminhoneiros se sentem acuados e greve não é consenso entre categoria

10 MAI 2022 • POR Idest • 17h43
  Leonardo de França/Jornal Midiamax

Principais afetados com a alta de R$ 0,40 no litro do diesel, caminhoneiros não conseguem entrar em consenso sobre uma nova greve da categoria e se sentem acuados e sem saída após o anúncio do aumento pela Petrobras na segunda-feira (9).

No pátio do Posto América, na BR-163, o caminhoneiro autônomo Marcelo Peres, de 48 anos, não vê outra saída a não ser diminuir as viagens. Ele saiu de Corumbá e está indo em direção a Piracicaba (SP).

"Nós, que somos pequenos, vamos diminuir [as viagens]. O que vai acontecer: em vez de duas viagem no mês, vamos fazer uma e esperar para ver o que vai acontecer", disse ele ao Jornal Midiamax.

A Petrobras anunciou um reajuste de 8,87% no preço do diesel para as distribuidoras. De acordo com a empresa, o preço do litro do combustível no atacado passou de R$ 4,51 para R$ 4,91.

Diesel mais caro para o consumidor

O aumento de R$ 0,40 é a parcela da Petrobras no preço cobrado do consumidor, que ainda inclui custos e margens de lucro das distribuidoras e dos postos de combustível, além do ICMS.

A empresa justifica o aumento informando que o balanço global de diesel está sendo impactado, nesse momento, por uma redução da oferta frente à demanda.

“Os estoques globais estão reduzidos e abaixo das mínimas sazonais dos últimos cinco anos nas principais regiões supridoras. Esse desequilíbrio resultou na elevação dos preços de diesel no mundo inteiro, com a valorização deste combustível muito acima da valorização do petróleo. A diferença entre o preço do diesel e o preço do petróleo nunca esteve tão alta”, informa a empresa na nota divulgada à imprensa.

Alguns postos de combustíveis em Campo Grande já estão vendendo o litro do diesel comum, ou S500, acima dos R$ 7,00, nesta terça-feira (10). O diesel S10 é encontrado por até R$ 7,24.