Região Centro-oeste e Coxim em alerta para casos de Dengue
29 ABR 2022 • POR Glenda Melo, Diário do Estado • 10h25Realizar a prevenção contra o mosquito da dengue é fundamental. Isso porque, doença é uma ameaça a saúde coletiva. É importante lembrar que, ela pode levar o indivíduo a óbito.
Segundo o coordenador de vetores da cidade de Coxim Joelson Mariano da Cruz, o combate à doença também é papel da população, já que os criadouros do mosquito podem ser localizados em terrenos e em residências.
Ainda conforme informações repassadas pelo coordenador, no mês de abril os casos na cidade dobraram em vista ao mês de março, a procura pelos postos de sáude e hospitais em Coxim aumentaram de pessoas com sintomas da doença, de janeiro até agora os notificados suspeitos são de 64 casos.
“A única forma de prevenção ao mosquito é eliminar os possíveis criadouros. É essencial que a
população participe com os cuidados necessários contra a doença. Prestar atenção e se autoeducar diariamente, com a finalidade de manter o ambiente sempre limpo para impedir a proliferação da
dengue é de extrema importância”, ressaltou Joelson.
Os números estão preocupando inclusive o hemosul do Estado que informou que a procura por
bolsas de sangue aumentaram por conta dos casos de dengue hemorrágica que também cresceram, o hemosul pede para que aqueles que puderem se encaminhar aos centros de doação que façam para que não falte sangue no estoque do Estado.
O número de casos de dengue no Brasil cresceu 43,9% nos primeiros meses do ano, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados nessa segunda-feira (21). Entre 2 de janeiro e 12 de março de
2022, foram 161.605 notificações de prováveis infectados, com uma incidência de 75,8 por 100 mil
habitantes.
A coordenadora da Fundação Oswaldo Cruz,Cláudia Codeço, avalia que o cenário é de atenção. “No
ano passado, a gente estava em baixa atividade da dengue, então o aumento em si não seria tanto.
Mas se a gente compara o histórico de várias temporadas de dengue, a gente vê que se aproxima
dos altos índices de 2016 e 2020”, afirmou.
Segundo o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, a região Centro-Oeste apresentou a maior taxa de incidência, com 204,2 casos por 100 mil habitantes, seguida da Norte (97,4 casos/100 mil habitantes), Sul (49 casos/100 mil habitantes), Sudeste (47,9 casos/100 mil habitantes) e Nordeste (31 casos/100 mil habitantes).
Portanto o alerta é para que os moradores redobrem os cuidados em suas residências para evitar a explosão de casos.
