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Pai procura delegacia após gêmeos autistas serem agredidos por professor em Campo Grande

14 ABR 2022 • POR Midiamax • 11h17
  Leonardo de França

Um pai procurou a Polícia Civil e registrou um boletim de ocorrência ontem quarta-feira (13), após descobrir que os dois filhos autistas teriam sido agredidos em uma escola municipal de Campo Grande localizada na região do Aero Rancho. A Semed (Secretaria Municipal de Educação) disse que caso está sendo apurado e que as crianças estão recebendo amparo.

O pai, que é policial, disse ao Midiamax que os filhos são gêmeos e estudam juntos. Nos últimos dias, as crianças passaram a demonstrar comportamento estranho e medo de ir para a escola. A família então conversou com os meninos, até que um deles revelou que ambos estavam sendo agredidos por um professor.

Logo em seguida, o outro irmão confirmou a história. O policial pontuou que os filhos têm direito a um professor especializado para atendê-los em sala de aula, além do professor regente. No entanto, este educador que deveria proporcionar melhor qualidade de ensino, estava os maltratando.

Quando não conseguiam realizar as atividades como os demais alunos, os autistas eram agredidos. Ao tomar conhecimento dos relatos, os pais foram à escola na sexta-feira da semana passada. “Procuramos a coordenação e solicitamos o afastamento do professor e a coordenação disse que resolveria isso”, afirmou o pai.

Autistas agredidos com régua

Ocorre que, já nesta semana, o professor continuou a acompanhar os meninos autistas em sala e voltou a agredi-los, desta vez com uma régua. Os pais foram novamente à escola e conversaram com a direção. “A direção disse que não tinha conhecimento do ocorrido”, reclamou o policial.

Assim, o pai decidiu acionar a DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), para denunciar caso de maus-tratos em sala de aula. “Eles [filhos] passaram pelo atendimento psicossocial da delegacia que confirmou que estavam falando a verdade e que havia traumas das agressões”, pontuou.

O policial afirmou ainda que aguarda providências por parte da instituição de ensino, uma vez que nem mesmo os dados do professor foram cedidos ao pai para registro do boletim de ocorrência. “Disseram que vão fazer uma investigação interna”, explicou