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Os Perigos do uso excessivo do celular voltam a preocupar

1 ABR 2022 • POR Glenda Melo • 09h00
  Imagem Ilustrativa

Começamos essa matéria com uma pergunta, você está atento para aquilo que o seu filho tem acessado nas redes social? Parece uma pergunta retórica e sem importância, e diante das últimas notícias que ganharam força nos últimos dias fica claro que a preocupação tem aumentado em muitas famílias. 
Recentemente na cidade de Patos no Estado da Paraíba um adolescente de 13 anos matou a mãe de 47 anos, seu único irmão de 7 anos e feriu gravemente seu pai que sobreviveu e segue internado e com grande comprometimento medular corre risco de ficar paraplégico, após seu celular ter sido retirado pelo pai como forma de castigo, uma pistola 380 do pai que é policial foi usada pelo adolescente para cometer o crime.
  O adolescente foi encaminhado para um centro de reabilitação aonde espera a decisão da justiça sobre seu futuro. Em um mundo cada vez mais cheio de atrativos tecnológicos e ferramentas que facilitam o acesso a jogos agressivos e redes sociais parece que toda tecnologia também tem sido motivo de muitas preocupações para os pais e responsáveis, porém a pergunta que fazemos é: Como saber quando os conteúdos acessados pelas crianças e jovens passam a prejudicar a saúde mental, rendimento escolar e convivência familiar. 
A tragédia que aconteceu com essa família mostra o quanto os jovens tem recorrido aos jogos on-line e redes sociais como forma de entretenimento estão cada vez mais reféns da tecnologia e não seria esse infelizmente o primeiro e nem o último caso, cada vez mais casos de crianças e jovens tem respondido com rebeldia, agressividade aos limites impostos pelos seus responsáveis. 
Nos últimos anos têm se discutido muito sobre saúde mental e doenças desencadeadas pelo uso exagerado de computadores e celulares, os relatos são dos próprios profissionais da área, psicólogos e psiquiatras que associam o uso exagerado as doenças como depressão, ansiedade, má qualidade do sono. Fica cada vez mais evidente a necessidade da família estar atenta aos sinais de mudança de comportamento dos seus jovens.