Paralisação de servidores do BC afeta manutenção de sistemas, como o Pix
28 MAR 2022 • POR Edição - MS • 08h59A paralisação dos servidores do Banco Central, que desde o fim de 2021 pressionam o governo por aumentos salariais, já afeta uma série de divulgações e serviços da instituição.
Com parte dos funcionários cruzando os braços diariamente, das 14h às 18h, o BC precisou adotar um esquema de contingência para que sistemas como o do Pix —o serviço brasileiro de pagamentos instantâneos— continuem funcionando normalmente.
Segundo o Sinal (Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central), o risco de problemas nos diversos sistemas do BC —não apenas no Pix— está maior. Questionado, o BC não quis comentar.
O presidente do Sinal, Fábio Faiad, afirma que, com a paralisação dos servidores, o monitoramento de sistemas muitas vezes tem sido deslocado de uma praça para outra.
Os sistemas têm que ser monitorados por servidores. O pessoal faz o monitoramento para, caso ocorra algo, alguém possa intervir. Este monitoramento, em alguns casos, era feito em São Paulo e no Rio de Janeiro, mas teve que ser deslocado para Brasília.
Ameaça de greve
Os servidores do BC devem se reunir hoje segunda-feira (28) para decidir se vão entrar em greve por aumento salarial, caso nenhum acordo seja firmado.
Atualmente, os salários dos analistas do BC variam de R$ 19.197,06 a R$ 27.369,67.
Desde o fim de 2021, os funcionários do BC vêm pressionando o governo por aumentos salariais. O movimento começou na esteira do anúncio, feito em dezembro pelo presidente Jair Bolsonaro, de que o governo poderia promover reajustes para categorias específicas —no caso, para servidores da Polícia Federal.
De acordo com Faiad, o sindicato não aceita que o reajuste salarial ocorra apenas para os policiais.
