Projeto que proíbe danças sensuais nas escolas é aprovado e vai para finalização
18 MAR 2022 • POR (Gabriela Couto - CG News) • 09h50O polêmico projeto que proíbe a exposição de crianças e adolescentes no âmbito escolar a danças que aludam a sexualização precoce, do deputado Renan Contar (PL), o Capitão Contar, foi aprovado ontem (17).
O texto que recebeu 16 votos favoráveis e três contrários, agora segue para votação da redação final. Foram contra o projeto os deputados estaduais Amarildo Cruz (PT), Paulo Duarte (MDB) e Pedro Kemp (PT).
Duarte explicou que cabe aos pais decidirem pela educação. "Quero que quem eduque minhas netas seja meu filho e minha nora. A gente não pode admitir essa ingerência dos profissionais de educação. A forma que está colocada a lei não define o que é um ato obsceno ou pornográfico. Qualquer pessoa pode denunciar. Isso é subjetivo. Minhas netas participam de atividades culturais e se forem dançar na escola, quero estar na primeira fila batendo palmas."
Já Kemp alegou que a lei pode causar medo nos professores ao dar aula. "Esse projeto vai acabar com as atividades culturais nas escolas. A escola é um organismo vivo. Evander Vendramini, o senhor passou a ideia de uma escola do século XVIII. O senhor falou sem 'mimimi'. Isso é educação. Uma das coisas mais importantes na vida de uma população. As pessoas hoje veem sexo em tudo. Quero ver uma índia ir de tanga fazer uma dança. A pessoa que é erotizada, ela tem que fazer tratamento. Isso já está previsto no ECA. Se ficarmos aqui fazendo isso, onde vamos parar?", questionou.
O petista disse que não só queria votar contra, como deixar registrado o protesto ao texto. "Espero que o governo vete isso", pontuou. Evander rebateu o colega. "Ouvir essa verborragia do Pedro Kemp é como se não tivéssemos o direito de defender o que as pessoas acham. Eu não quero ver na sala de aula o que fez o presidente Lula, mostrando dois homens se beijando na frente das crianças."
Ao encerrar a votação, Contar agradeceu aos colegas. "Tenho profundo respeito a cultura árabe. Não vem o deputado Pedro Kemp querer jogar a comunidade árabe na discussão, porque não vem ao caso. Faremos de tudo pela valorização da família e das crianças.
