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Violência contra Mulher volta a assustar em Mato Grosso do Sul

18 FEV 2022 • POR (Estagiária-Glenda Melo). • 10h20
  Paulo H. Carvalho | Agência Brasil

A violência de gênero é a marca na vida das mulheres no Brasil, o país tem a quinta maior taxa de feminicídio do mundo. Um número assustador para o início do ano em Mato Grosso do Sul colocou em alerta a população feminina do estado e autoridades. 
Subiu para oito o número de feminicídio registrados em MS neste ano. Na maior parte dos casos, as mulheres foram mortas de forma brutal. O último feminicídio foi registrado na tarde de terça-feira(8) na cidade de Costa Rica. Luana Alves Furtado, de 29 anos, foi morta a facadas
 Com o oitavo caso de feminicídio contabilizado até agora, isso representa 25% do total do ano de 2021, quando 34 mulheres foram brutalmente assassinadas. Dessas 8 vítimas nenhuma delas possuía medida protetiva, ou seja, todas elas acreditavam e confiavam em seus parceiros, parceiros estes que elas achavam que iriam lhes proteger. Não estamos falando de números ou estatísticas, estamos falando de vidas, pessoas, mulheres com famílias, mulheres que não irão mais realizar seus planos e sonhos, mulheres que tiveram suas histórias interrompidas, vidas de mães, filhas, irmãs, netas, que se foram de forma brutal e sem direito a defesa, e o pior, mortas por aqueles que lhe juravam amor. A força com que esse ciclo de violência contra as mulheres têm avançado é absurda, as campanhas, políticas públicas de enfrentamento a violência contra as mulheres parecem ser insuficientes para conter os agressores covardes, que ainda tratam como extremo amor atos de violência e comportamentos abusivos praticados.
 A perguntas que a sociedade que não compactua com esse comportamento abusivo, covarde e machista se faz é, ATÉ QUANDO e PORQUE?. O mundo ao que parece, continua sendo grande demais para os agressores e pequeno demais para as vítimas. Faltam poucos dias para “celebrarmos” o Dia Internacional das Mulheres e a pergunta que fica é: Será que realmente existe alguma coisa positiva para ser comemorada? Continua não sendo nada fácil ser mulher, existem muitas pessoas julgando, oprimindo, e cobrando regras e padrões. Lembrando as mulheres que, não são os seus agressores que são vítimas, não são eles que estão certos, portanto não cabe as mulheres sentirem medo, acuadas ou com receio de denunciar. A lei está do lado das mulheres para protegê-las e resguardar para essas mulheres e todas a mulheres seus direitos básicos, inclusive o de ir e vir. 
Estamos entre os líderes em mortes de mulheres pelo fato de serem mulheres. Claro, há um contexto patriarcal. Não haveria razão em usar a palavra feminicídio em sociedades onde as mulheres não são subjugadas, objetificadas e coagidas. Estamos longe disso. Machista, o Brasil registra crueldade, ódio e exercício de poder nos assassinatos de suas mulheres – quase sempre dados pelas mãos de homens que tiveram, ou quiseram ter, envolvimentos sexuais e afetivos com elas. 
Desde 2015, a Lei nº 13.104 colocou o feminicídio na lista de crimes hediondos e o tornou homicídio qualificado, com penas mais altas e, ainda, agravantes em situações em que a violência ocorre com vítimas grávidas, menores de idade e na presença de filhos, por exemplo. Lembrando que o números para denúncia continuam sendo o 180 e também e 190 . #DENUNCIE. Jean-Paul Sartre dizia que: “A violência destrói o que ela pretende defender: A dignidade da vida, e a liberdade do ser humano.”