'Entre chorar a minha família ou a dela, que seja a dela’, diz delegado-geral após disparos em briga
17 FEV 2022 • POR MídiaMax • 14h47No início da tarde desta quinta-feira (17), o delegado-geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, Adriano Geraldo Garcia, deu declarações sobre os disparos feitos contra o carro de uma jovem de 24 anos, na noite de quarta-feira (16). “Entre chorar a minha família ou a dela, que seja a dela”, disse.
O delegado falou ao programa Capital Meio-Dia, relatando que não sabia quem estava no carro, já que o Renault Kwid da jovem tinha insulfilm. “Não sabia se era criminoso e só vi do que se tratava e quem estava no carro quando parou”, alegou. Ainda conforme o delegado, ele então viu que era uma mulher, habilitada.
Sobre os disparos, Adriano chegou a dizer: “Entre chorar a minha família ou a dela, que seja a dela”. A jovem de 24 anos não portava arma de fogo no veículo, tinha habilitação e documentação do carro em dia e também foi encaminhada para a delegacia após o ocorrido, para prestar esclarecimentos.
Ainda na entrevista, Adriano diz que poderia ter “quebrado o vidro do carro”, mas não o fez, e sim esperou que todos chegassem para então tirar a jovem do veículo. O delegado ainda afirma que em situações de abordagem, o motorista deve parar o carro, colocar as mãos no volante e ligar a luz.
No entanto, assim como relatado pela jovem e por testemunhas, Adriano estava em viatura descaracterizada, mesmo alegando que tenha se identificado como policial. Segundo ele, a viatura descaracterizada não é carro irregular ou ilegal. “Quando a gente faz as coisas certas, as coisas se esclarecem com o tempo. As perícias vão falar por si”, disse.
Adriano ainda pontuou que fez o teste de etilômetro e também compareceu na delegacia para prestar os esclarecimentos — procedimento padrão em qualquer ocorrência semelhante. “Fiz a coisa certa”, afirmou.
