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Coxinenses de Coração

10 ABR 2015 • POR Ana Flávia Dorsa • 11h34

Maria Guilhermina Spengler, rica no coração e na bondade

Acolhedora e humilde são atribuições de uma senhorinha de idade avançada, mas muito determinada em ajudar o próximo e principalmente cumprir a sua missão. Recentemente integrante da Academia de Letras de Coxim, com habilidades reconhecidas na escrita também revela o quanto já foi útil na comunicação da Região no radioamadorismo.
Nascida em Coxim numa fazenda da cidade na Beira da Figueira, na Ponte do Taquari, os bisavós de dona Didi morreram na retomada de Corumbá e a avó foi trazida para Coxim sendo acolhida pela professora Filomena Benevites. Esta se casou com Evaristo Rocha, que era telegrafista. Deste casal nasceram os filhos sendo sua mãe a caçula. Como perdeu o pai bem novinha, foi o irmão mais velho que cuidava dela e dos outros irmãos.
O pai de dona Didi que tinha cidadania norte americana, mas era nascido na Alemanha, veio corrido do Alasca até Corumbá a procura de um clima quente. “Ele se perdeu na neve e os esquimós o acharam e levaram ele para o Canadá. Lá acharam uma fraquesa nas suas  pernas e deram o nome de Beri Beri (falta de vitamina B1), e aconselharam ele a vir para um clima quente para se recuperar. Ele desceu a América e chegou em Buenos Aires foi para Montevideu, e veio a procura do ouro ali em Corumbá, no rio Paraguai”, conta dona Didi.
Foi para consertar uma panela que chegou a Coxim. Mais tarde, três famílias de Coxim resolveram aproveitar as riquezas dessa região e compraram uma ferraria. Mas niguém sabia montar, mas como disseram que tinham um gringo na cidade, foram atrás do pai dela. Ele montou e depois como não tinha quem funcionasse ficou como sócio industrial e assim começou sua história em Coxim onde conheceu a esposa e formou família.
Dona Didi saiu de Coxim com cinco anos. Aqui estudava em uma escola particular onde hoje é o HSBC cujos professores eram Sr Cerejo e dona Conceição. Posteriormente foi morar em Campo Grande, estudou nos colégios Antonio João, Osvaldo Cruz, colégio das freiras Nossa Senhora Auxiliadora e depois foi para são Paulo. Lá morava em pensionato, terminou curso e lecionou durante um ano no Colégio Auxiliadora. Logo conheceu o jovem que foi namorado e depois casou com ele, Deuraci de castro Mascarenhas.
“Meu pai precisou de assistência aí tive que retornar à Coxim. Viemos cuidar das terras adquiridas por ele. Eram terras devolutas que meu pai requereu a posse do Estado e depois comprou mais alguns pedaços. Quando meu pai teve a noticia da morte da mãe dele lá no exterior,  deixou de tocar aqui uma madeireira. E parte das atribuições dos negócios da família foram dadas a mim e meu esposo”, conta a senhora.
Por conta da chegada da filha, o pai de Didi fez outra sede, portanto ela ficou 29 anos no Retiro Velho, morando e trabalhando. Assim conheceu os antigos de Coxim, enquanto o esposo era vivo, freqüentavam as festas da cidade. 
“Minhas melhores lembranças da cidade são as famílias que ofereciam aconchego uns aos outros. Eram grupos pequenos, éramos todos compadres e comadres, fazíamos muitas reuniões, confraternizações, sentíamos o carinho e respeito a todos”, recorda. 
Para dona Didi esse clima fraternal mudou muito com a chegada do progresso. Ela o julga bom em outros aspectos como pequenas coisas de dentro de casa que facilitaram a vida, principalmente os eletrodomésticos e a luz. “Abandonamos geladeiras à querosene, luz de candeia, azeite de óleo de mamona e o lampião” ilustra.
Dona Didi desenvolveu habilidades no radioamadorismo. Ela estudou em  Cuiabá e seu pai trouxe um motor a gasolina para que ele funcionasse. A comunicação ajudou muito no seu crescimento e até a vida de algumas pessoas. 
O aparelho ficava na fazenda Retiro Velho. As pessoas tinham rádios de pilha e ligavam no horário em que passava o programa “Rodada do Pantanal”. Tudo que era importante para a região e que estava acontecendo no mundo era noticiado ali e assim podíamos informar as pessoas daquela época. “Essa antena ajudou muito Coxim. Me recordo de alguns episódios tão marcantes que mudaram a minha vida”. 
Dona Didi relata que a maioria dos serviços era para as pessoas mandarem recados, mas que em alguns momentos era por este meio de comunicação que pediam socorro. Ela cita a história da família Alves da fazenda Esperança, próxima a Pedro Gomes que em certo dia a esposa de um dos herdeiros, estava grávida, mas no momento em que entrou em trabalho de parto, só conseguiu expelir o braço da criança. Assim, através do rádio, dona Didi entrou em contato com um médico e ele deu as instruções a ela para serem passadas pelas ondas Sonoras. Desta forma a mulher seguiu as orientações e conseguiu esperar a chegada do médico que veio de avião e a levou para Campo Grande para salvar a vida da mãe e do filho. A história teve um final feliz. Outro caso que ela conta é de um pai que teve o filho ferido no engenho em Santana de Paranaíba. Pelo rádio ela lhe orientou como se fazia um torniquete e enquanto isso, como não era hora do programa, ligou para linha férrea e eles fizeram telefonema para Três Lagoas para localizar o médico Tomé Arantes que tomou avião e salvou o menino.
Outra história que recorda dentre tantas que lhe fizeram se orgulhar da profissão. Foi a de um senhor nervoso que a procurou por que o filho estava passando muito mal. Ele precisava de socorro e para isso após andar 30 km carregando a criança em uma rede ainda teve que aguardar oito dias a chegada do transporte aéreo devido uma grande tempestade. 
Segundo dona Didi o radioamadorismo contava com sete aparelhos do estado, um no Pantanal, outros em três lagoas, Rondonópolis,  Estância Miranda, Santana de Paranaíba, Campo Grande e Coxim. Quatro eram da sua família, dois irmãos, uma cunhada e um cunhado.
A escritora lembra-se das dificuldades que passou enquanto Coxim antiga quando numa emergência ou para trazer compras contavam com os cavalos.  Não tinha ponte sobre o rio, não tinha hospital, não tinha médico, apenas farmacêutico sem formação, remédios eram homeopáticos ou então se contava com receitas caseiras. A alimentação era saudável e plantado em casa. Mesmo assim, sente saudades do tempo em que as coisas eram mais simples. 
Com duas filhas hoje morando em Campo Grande, dona Didi escolhe morar na mesma fazenda em Coxim. “Não é obrigação e sim uma vontade. Tudo é bonito aqui, vivo bem aqui, na capital é tudo muito corrido, não me adapto mais.
O mundo de hoje – Para Didi, Coxim avançou bastante, principalmente na questão imobiliária. Recentemente ela passeou pelo Senhor Divino, “grilo”, e se admirou com as recentes construções. “Cada época tem seu sentimento, o mundo vem mudando com o conhecimento, mas tem ficado uma lacuna muito grande na Educação do povo hoje. De modo geral, presto muita atenção em programas de televisão, vejo os jornalistas, psiquiatras, professores falarem. Antes eles seguiam normas, mas hoje se contradizem, são manipulados, no passado eram mais críticos. Hoje as pessoas não tem formação e sim instrução. Educação começa ao nascer, mas as leis de hoje não ajudam, não protegem as pessoas, as leis para nós no Brasil são mais no papel. Não demonstram e não dão a segurança que o cidadão de bem precisa”, lamenta.
Quanto ao atual governo federal, Didi diz não ter segurança e que hoje nenhuma instituição lhe passa confiança, pois são tantos problemas morais que é difícil apostar em algum nome.

O sonhador Francisco Henrique Weber

Nascido em Santa Catarina na cidade de Curitibanos, Francisco Henrique Weber passou boa parte da infância e juventude nas cidades do Paraná, entre Guarapuava, Laranjeira do Sul e Coronel Vivita. 
Lá na região ele serviu ao quadro militar em Ponta Grossa no serviço obrigatório depois deu baixa. Mas enquanto estava na vida civil já há uns seis meses, se encontrou em um período difícil financeiramente, mas ouviu no rádio a chamada de voluntários para atuar no Canal de Suez pelo Exército Brasileiro. 
“No outro dia cedo fui ao quartel e me apresentei. Lá eu juntei dinheiro para começar a vida novamente e iniciei a atividade na produção de porcos. Foi uma experiência muito boa, sabíamos que por estar vivo e ter saúde já era muita vantagem. Lá a gente valoriza muito mais o que temos. O mundo no canal era muito diferente da nossa realidade no Brasil, pouca água, pouco alimento, muito sofrimento. Nossa vida é um paraíso perto deles” compara.
Mas aos 32 anos, quando já estabilizado empenhado na cria de porcos no Paraná e comercializando para o Rio de Janeiro, conheceu um corretor que ofertou uma fazenda dos seus sonhos no antigo Mato Grosso. Como lhe falavam que aqui no Estado às terras era baratas e que poderia crescer como produtor, não pensou duas vezes e veio conhecer o lugar. Outras vezes já tinha vindo ao Estado procurar terras, mas como só visitava a região de Dourados, não encontrava terras condizentes com seu poder aquisitivo.
O corretor que lhe propôs a terra e muito mais que isso, uma mudança de vida, era pai de seu motorista e residia em Cuiabá. Sendo assim, foi até Cuiabá fazendo duas paradas no caminho devido as condições das estradas. Na primeira noite durmiu em Bandeirantes, depois seguiu até Rondonópolis, uma cidade pequena com muito tiroteio conforme sua memória. 
Mas ao terceiro dia de manhã, quando o sol acabara de raiar saiu rumo ao seu destino final. Ao chegar, procurou o dono da fazendo e como já havia levado um cheque administrativo, deu sinal do negócio e partiu para tomar posse das terras. 
A mudança com a família para o Estado levou 8 meses. “Naquele tempo de Campo Grande até a fazenda não tinha uma terra desmatada e nenhuma lavoura, apenas área aberta onde estava formando pastagem perto de Bandeirantes e o resto era tudo cerrado, terras sem nenhum valor. São Gabriel do Oeste nem sonhava em existir” recorda Weber.
Conforme seu relato, a mulher Francisca Fricosc aceitou bem a ideia de vir morar no Mato Grosso, mas teve seus filhos Emerson e Fabiana perto da família em Ponta Grossa. No total, já contabilizam 42 anos na região. 
“Fui o primeiro a investir em lavoura de soja na região. Eu já conhecia um pouco da labuta que era comum no Paraná, e dei a sorte de encontrar um agrônomo muito bom que me orientou. Então comecei com 40 hectares e cheguei plantar em 3.500 hectares.  Hoje só planto 1500, mas no inicio foi tudo conquistado com muita dificuldade. A primeira lavoura foi de arroz. Eu morava na fazenda portanto fui eu que plantei, cuidei e colhi. Mas quando faltava de 20 à 30 dias para madurar, decidi comprar uma colheitadeira. Fiquei uns dois dias sem dormir.Mas como o maquinário era ruim, perdi grande parte da plantação. Mas deu para sentir. Quando vim estava mais ou menos estabilizado e fui vencendo as dificuldades. E assim estamos vivendo ate hoje”, conta o produtor.
Weber lembra que nos primeiros anos que morou em Coxim era tudo muito diferente. “A cidade tinha estilo antigo, asfalto passava somente em frente à Pernambucanas, e o  comércio forte da cidade era a Casas Brilhante. Tudo era do Zelão, supermercado, material de construção, serralheria. Era uma cidade bem primitiva, bem antiga, mas acolheu muito bem nossa família. As vezes ia ao Banco do Brasil, alguém sempre dava a vez, principalmente quando estava saindo de viagem. Todo mundo era muito receptivo, muito prestativo”, rememora.
O que mais dá saudade dessa antiga Coxim para Weber é a fartura de peixes, pois quando ia ao rio, pegavam o quanto desejavam. “Naquele tempo não tinha tantas leis e exigências, íamos muito nas Palmeiras e pegávamos um monte. Era muita fartura. Gostava de um restaurante próximo da ponte velha, onde preparavam costelinhas de pacu, era uma delícia e uma novidade para nós”.
Weber recomenda a todos que pretendem se estabelecer em Coxim que acreditem na cidade, afinal é uma terra boa para se viver, sem as grandes dificuldades de uma capital. “Chegando abonado ou sem dinheiro, tudo se baseia em trabalho e honestidade. Um pouco de sorte na vida ajuda muito. Coxim me deu um pouco disso. Fui feliz e muito bem em meus negócios aqui. Só tenho alegrias para contar dessa cidade”, ressalta.
Mesmo com as dificuldades do início Weber é um grande saudosista de nossa cidade, aqui fez amigos e construiu além de patrimônio, um lugar especial na história da cidade, sendo fundador de entidades como Centro de Tradições Gaúchas e participante de outras. 
Sendo o primeiro presidente, o produtor que é atleta de bocha disse que outras duas vezes também liderou a entidade, mas que hoje apesar de estar ativa, não é tão atuante como antes, pois os mais jovens não deram continuidade às festas e atividades, mesmo com uma bela estrutura e tradição inconfundível. 
“O que me entristece em Coxim é a saúde. Antes íamos a Rondonópolis para vacinar as crianças ou para algum atendimento mais crítico. Com a chegada do progresso as coisas melhoraram e criaram os postos de saúde, hospital. Mas hoje nos encontramos em uma situação difícil de novo, a cidade está crescendo, e estruturalmente não estamos avançando. Nossa saúde não está acompanhando as nossas necessidades”, lamenta.
Sobre a política, disse que por vezes foi convidado a se candidatar. Com candidaturas nas mãos afinal não tinham outro nome para concorrer decidiu escolher a família e os negócios como prioridades, mas gosta de acompanhar as decisões da cidade, mas não desejou nunca ter esse cargo eletivo. 

A desbravadora Francisca da Silva

Com forte sotaque do Nordeste, muitos jargões da região, uma figura simples que chegou em Coxim quando ainda não existia um palmo de asfalto, encontramos Francisca da Silva que ainda reside na zona rural, mas é figura demasiadamente conhecida na cidade.
A pobreza sempre caminhou por perto e desde que saiu de Fortaleza para chegar no antigo Mato Grosso, hoje Mato Grosso do Sul,  o sofrimento rondou sua família. Sua história com o esposo que carrega o mesmo nome na carteira de identidade, Francisco Elias da Silva, havia sido transferido de Pentecostes para Assude, mas como não gostou da região em que foi destinado para trabalhar, decidiu vir para uma terra que diziam ideal para juntar dinheiro.
Desejando deixar de ser empregado, e lutar pela própria vida e interesses, Francisco disse a esposa que o Mato Grosso era o destino da família. Francisca pediu para que ele pensasse bem, mas concordou em enfrentar esse desafio devido as promessas de qualidade de vida e assim venderam todos os pertences no Ceará e partiram para essa nova fase da vida.
Com o dinheiro, tomaram um ônibus com destino à São Paulo. De São Paulo, pegaram um trem e chegaram em Campo Grande. Inicialmente Francisco trabalhou na fazenda do Sr. Mané Mesquita onde foram recepcionados com tatu frito e mandioca. Assustados, e com fome, esperaram que todos comessem primeiro para que depois de meia hora sem ninguém passar mal provassem a “iguaria”.
Mais adiante foram convidados para cuidar da fazenda Buriti Vermelho já em Coxim. Porém o local ainda estava a ser desbravado. As águas que banhavam o local eram fartas de peixe e assim a história começou com a Terra do Pé de Cedro.
O local que ainda era mata fechada e um pequeno rancho contou com a ajuda de vários índios de Bonito que foram trazidos para ajudar no trabalho de desmatar. Segundo Francisca, era tanto pernilongo que chegava a ser insuportável, mas depois de uns quatro ou cinco meses que o loca ganhou forma e os mosquitos deram trégua.
Com exceção da primeira, todos os outros quatro filhos de dona Francisca nasceram já em Coxim. E nasceram em casa, com ajuda de parteira, Apenas o caçula que já nasceu no Hospital.
“Minha primeira visão de Coxim foi através de fotos. Para chegar aqui, sai de Campo Grande e depois de um dia e meio de viagem botei meus pés na cidade. Os primeiros moradores que me lembram são Joao Ferreira, Silvio Ferreira, família Fontoura, Bandeira, Nilton Paraíba, Pedro Peró, seu Carlinho, família Machado, Salviano, Mario Bacha. Vi muitas pessoas que já se foram e fizeram história. Desde que cheguei vi 13 prefeitos por aqui e o que me traz as melhores recordações é o Hervê Fontoura e o Silvio Ferreira. Este visitava os pobres e procurava saber o que eles precisavam, era humano e bondoso”, destaca Chica.
Não é possível falar de Coxim sem lembrar das enchentes, portanto dona Francisca disse que quando chegou já tinham passado as mais terríveis enchentes no local, mas lembra que a ação do homem prejudica a natureza e muda o que há de belo na região. Ela conta que onde está o prédio do Forum, existia antes um corredor de água e que aonde hoje é o cemitério, antes da enchente era o antigo curso do rio conforme os antigos a contavam.
No bairro Santa Maria, ela e o esposo deram uma grande contribuição, desbravaram lotes que não tinham donos e com a ajuda de amigos e principalmente do Senhor Brites que queria ver a cidade crescer juntamente com eles. Um grande ajudador também foi o senhor Lúcio que cedeu o trator em troco das madeiras que seriam retiradas dos lotes. Assim Francisca e Francisco, com uma corrente mediram os lotes em tamanhos iguais de 12x30cm e ali abrigaram cerca de 50 famílias.
Na época, a Educação dos filhos era restrita. Com apenas dois colégios pequenos e que não ofereciam vagas suficientes, atendendo uma média de 200 alunos apenas. Mais tarde, a escola Marcelão foi construída, o que colaborou para que muitos tivessem a oportunidade de estudar. Das professoras Francisca lembra com carinho, eram elas: Sineide, Dora, Solange, Inês e Rosangela.
“Luz era muito luxo. Só tinha uns oito biquinhos de luz próximo da ponte na casa da filha do finado Bidu. O comércio era fraco e o local de compras era a Casa Ferreira, onde hoje é o escritório do Sr. Irajá. Depois chegou o Zelão e as coisas melhoraram para a cidade, mas ele, economicamente desmoronou alguns anos depois. O primeiro médico foi Dr. Álvaro Fontoura, o primeiro dentista foi Dr. Francisco, advogados já tinham bastante, mas a verdade é que era tudo muito difícil. Mas não me arrependo de ter vindo para cá, aqui me realizei, tive minha família formada e hoje tenho o maior orgulho de ver minha filha vereadora, e seu trabalho incansável para ajudar as pessoas carentes. Isso é uma vitória, depois te ter passado episódios na minha vida em que só tínhamos mamão verde cozido com sal para comer”, lembra Francisca.  
Para ela Coxim já era para estar melhor, toda asfaltada, sem buraqueira. Na opinião da matriarca a caneta de quem tem vontade não têm tinta, e a caneta que tem tinta não quer fazer. “A caneta de quem quer o futuro de Coxim infelizmente não escreve”, lamenta.