Coxim 117 anos
10 ABR 2015 • POR • 10h28História
Os irmãos Lemes, fugidos de São Paulo em 1719, chegaram à região da atual cidade de Cuiabá por Coxim. Em 1722 passa pela região o então Governador da Capitania de São Paulo Dom Rodrigo César de Menezes, que assinou a concessão de três sesmarias nos sertões do Taquari em 1727: uma em 4 de março, a favor de João de Araújo Cabral, a segunda sesmaria no Rio Taquari em 4 de abril, a favor do Sargento-Mor Manoel Lopes do Prado e uma terceira ainda no Rio Taquari, em 31 de dezembro, a favor de Domingos Gomes Biliago.
Este último, unindo-se a Antônio de Sousa Bastos, Manoel Caetano e os Padres Antônio de Morais e José Frias, em 1729, fundaram o Arraial do Biliago, à margem esquerda do Rio Taquari, onde atualmente, na margem oposta, se situa Coxim, cujo finalidade era o de socorrer as monções que iam de São Paulo até Cuiabá.
No ínício o arraial pouco se desenvolveu e, criado o Destacamento Militar do Piquiri, foi elevado à Freguesia em 1850, sendo Biliago incluído dentro dos seus limites. Por ficar às margens de um rio navegável e com a ligação terrestre que ligou a região ao interior de Goiás, o arraial foi se desenvolvendo e em 1862, mudou o nome de Núcleo do Taquari com criação no lugar, de uma Colônia Militar, pelo Governador da Província, Herculano Ferreira Penna.
Em abril de 1865 o Núcleo é povoado por forças invasoras paraguaias e seu Comandante, Capitão Antônio Pedro, se retirou do Povoado com um contingente de 125 pessoas em direção a norte do Estado. Em 8 de maio do 1866, a notícia da ocupação local chegou à Cuiabá pelo cidadão Antônio Teodoro de Carvalho, morador na Fazenda São Pedro, distante oito léguas do Núcleo.
Segundo um ofício do Capitão Antônio Pedro ao Presidente da Província, datado de 15 de maio de 1866, as forças invasoras que ocuparam o Núcleo eram de 400 a 500 soldados, com dois canhões que incendiaram o Povoado, saqueando e abandonando-o depois de seis dias de ocupação. Em 1872, o Núcleo foi elevado à categoria de Freguesia com a denominação de São José de Herculânia, em homenagem ao Presidente Herculano Ferreira Penna, que lhe dera os primeiros impulsos.
Em 1892, a Assembleia Legislativa apresentou ao Presidência do Estado para ser sancionada uma Lei mudando o nome de Herculânia para Coxim, o que não foi aceito. Em 11 de abril de 1898 a localidade é elevada à categoria de vila e município, substituiu-lhe finalmente Herculânia por Coxim, restituindo em 1944, pelo Interventor Júlio Müller.
Em 1913, Coxim foi elevada à categoria de Comarca, sendo presidido pelo Juiz Amâncio Ramos, conservando-se o nome e os mesmos limites. De 1916 a 1926, houve um período de turbulências, crimes e desgraças, com um maníaco subindo ao Poder, causando estrago na Comarca. Houve até a extinção da Comarca, restabelecida depois.
Em 1977 Coxim passa a fazer parte do novo estado de Mato Grosso do Sul. E com a criação dos municípios de Camapuã, Rio Verde de Mato Grosso, Pedro Gomes e Alcinópolis, Coxim perdeu parte do seu grande território.
A história de Coxim começa no século XVIII, e o fator determinante para sua ocupação foi o início da Mineração em Mato Grosso. A fundação e desenvolvimento do município ocorreu pela necessidade de um local que servisse de referência, parada para descanso e reabastecimento das expedições exploradoras.
Município situado ao norte do estado de Mato Grosso do Sul, entre o Planalto Central e a Planície do Pantanal, a 250 km de Campo Grande, capital do estado. Sua população estimada é de aproximadamente 31 mil habitantes e a cidade recebe nos meses de alta temporada, que compreende agosto a outubro aproximadamente 6.000 visitantes.
Na economia, a pecuária aparece como principal atividade econômica, com quase 2 mil cabeças de gado dedicadas ao abate ou à produção de leite.
Na cultura destacam-se as manifestações dos costumes e tradições locais, com músicas, eventos, artesanato, gastronomia e literatura. Não faltam atrativos turísticos para Coxim, sendo a maioria deles atrativos naturais. Há vários destaques, entre eles podemos citar sua fauna e flora. Situado em área em que se mistura cerrado e pantanal, apresenta diversas espécies raras, como tuiuiú, ema, periquito-rei, pica-pau, ariranha, onça-pintada, anta e o cervo do pantanal. No roteiro ecológico, observamos ainda as cachoeiras das Palmeiras e do Salto, as trilhas ecológicas da Serra das Araras e da Serra do Pantanal, entre outros. A cultura também é rica com o artesanato local, eventos e outros locais, como o Museu Arqueológico, o Parque Temático do Pantanal e o “Pé de Cedro”. Entre os eventos, destacamos as festas de São José, dos Nordestinos, do Divino e do Peixe, além da Expoxim.
Outro atrativo vem com a atividade de pesca, sendo um dos principais pontos de pesca do país, que atrai adeptos, vindos principalmente do interior paulista. A estrutura hoteleira e gastronômica de Coxim é bem simples, mas está preparada para atender aos visitantes. (site oficial da Prefeitura de Coxim)
Chefes do Executivo de Coxim
O primeiro prefeito de Coxim foi João Batista da Silva Albuquerque que comandou a prefeitura de 1900 a 1902. Em 1951, por exemplo, Coxim teve quatro prefeitos: Alaor Garcia da Silveira, Manoel Lino D’Ávila, Propício Rodrigues da Luz e Mário Bacha. Na história de Coxim já passaram 40 prefeitos e atualmente o executivo é comandado pelo advogado Aluizio Cometki São José que é o 41º a ocupar a cadeira da prefeitura municipal. É bem verdade que alguns nomes podem ser encontrados na lista de personalidades em mais de um mandato como, por exemplo, Viriato da Cruz Bandeira, Antônio Ries Coelho, Sylvio Ferreira, João Ferreira de Albuquerque, Moacir Kohl e Oswaldo Mochi Júnior (Júnior Mochi). Este último com dois mandatos de deputado estadual e atual presidente da Assembléia Legislativa do Estado. Em toda a história do executivo coxinense apenas uma mulher comandou a prefeitura. Foi a advogada Dinalva Mourão no período de 2009 a 2012.
