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Em MS, registros mostram que 509 pessoas se vacinaram com doses suspensas pela Anvisa

22 SET 2021 • POR CONTEÚDO MS • 14h32

Registros mostram que pelo menos 509 pessoas de Mato Grosso do Sul foram vacinadas com doses de vacina contra a covid-19, que foram determinadas hoje (22) a serem recolhidas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), de forma cautelar.

Tais imunizantes são da Coronavac, e os dados do Ministério da Saúde, levantados pela reportagem, indicam que foram aplicados entre 22 de janeiro a 16 de setembro. No entanto, quase todos os registros aconteceram entre julho e agosto.

Segundo a pasta federal, Japorã (178 vacinados) detém maior parte de pessoas que receberam esses imunizantes, seguido por Amambai (118), Aquidauana (55), Paranhos (53), Douradina (37), Aral Moreira (21), Tacuru (19), Iguatemi (13), Campo Grande (3), Juti (1), Eldorado (1) e Antônio João (1).

Nesta manhã, a SES (Secretaria Estadual de Saúde) informou ao Campo Grande News que não há mais nenhum lote a ser recolhido em Mato Grosso do Sul. Vale lembrar que a determinação só foi anunciada nesta quarta-feira (22), por meio da resolução 3.609, feita pela Anvisa. Por ora, não há recomendações ou orientações.

Decisão - Em 3 de setembro, a Anvisa foi comunicada pelo Instituto Butantan que o parceiro na fabricação vacina Coronavac, o laboratório Sinovac, tinha enviado ao Brasil carregamento de 25 lotes, o equivalente a 12 milhões de doses, que foram envasados em instalações não inspecionadas pela agência.

Com isso, atualmente, a Anvisa adotou medida cautelar com objetivo de reduzir eventuais riscos sanitárias, “considerando as características do produto e a complexidade do processo fabril, já que vacinas são produtos estéreis (injetáveis) que devem ser fabricados em rigorosas condições assépticas”.

Segundo a Agência Brasil, a Anvisa informou que, desde a interdição cautelar, todos os documentos encaminhados pelo Instituto Butantan foram avaliados, “dentre os quais os emitidos pela autoridade sanitária chinesa”.

Os documentos encaminhados consistiram em formulários de não conformidades que reforçaram as preocupações quanto às práticas assépticas e à rastreabilidade dos lotes”, detalhou o órgão.

A Anvisa acrescenta que também fez a análise das documentações referentes à análise de risco e à inspeção remota realizadas pelo Instituto Butantan, “e concluiu que permaneciam as incertezas sobre o novo local de fabricação, diante das não conformidades apontadas”.

Os lotes interditados, diz, não correspondem que foi aprovado pela Anvisa de forma emergencial, no começo do ano, já que não foram fabricados em local aprovado pela agência, o que foi reconhecido também pelo próprio Instituto Butantan.

Lotes impactados - A Anvisa concluiu também que a realização de inspeção presencial na China não afastaria a motivação que levou à interdição cautelar dos lotes, por se tratar de produtos irregulares, uma vez que não correspondem ao produto aprovado pela Anvisa, por terem sido envasados em local não aprovado pela agência.

“Portanto, considerando que os dados apresentados sobre a planta da empresa Sinovac localizada no número 41 Yongda Road, Pequim, não comprovam a realização do envase da vacina CoronaVac em condições satisfatórias de boas práticas de fabricação, a Anvisa concluiu, com base no princípio da precaução, que não seria possível realizar a desinterdição dos lotes”, completa a nota.

Diante a situação, ficará a cargo dos importadores adotar os procedimentos necessários para o recolhimento das vacinas restantes de todos os lotes que foram interditados.

A agência enfatiza que “a vacina CoronaVac permanece autorizada no país e possui relação benefício-risco favorável ao seu uso no país”, desde que produzida nos termos aprovados pela autoridade sanitária.

Veja, abaixo, o registro de cada lote que está comprometido, de acordo com a Anvisa.

IB: 202107101H, 202107102H, 202107103H, 202107104H, 202108108H, 202108109H, 202108110H, 202108111H, 202108112H, 202108113H, 202108114H, 202108115H, 202108116H e L202106038.

SES/SP: J202106025, J202106029, J202106030, J202106031, J202106032, J202106033, H202106042, H202106043, H202107044, J202106039, L202106048.

Outras 9 milhões de doses estão em lotes ainda em tramitação de envio ao Brasil. São eles:

IB: 202108116H, 202108117H, 202108125H, 202108126H, 202108127H, 202108128H, 202108129H, 202108168H, 202108169H, 202108170H, 2021081701K, 202108130H, 202108131H, 202108171K, 202108132H, 202108133H, 202108134H (CAMPO GRANDE NEWS)