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UFMS: Turmas só são completas a partir da 9ª chamada no campus de Coxim

25 JUL 2014 • POR Ana Flávia Dorsa • 13h57

O diretor do campus de Coxim da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Gedson Faria, informou que tem dificuldade de preencher as turmas dos cursos disponíveis. Geralmente conforme relato do diretor, apenas na nona chamada é que se consegue formar um número de quarenta alunos para dar início às graduações.
“Estamos na quarta chamada e temos apenas nove pessoas na turma de inverno de 2014 matriculadas no curso de sistema de informações. Nos demais não é diferente, temos dez alunos matriculados no curso de letras e três no curso de história”, contabiliza.
Faria suspeita que as vagas de inverno são muito usadas pelos trainees e que por este motivo há muitos que não chegam a se efetivar. Outro problema relatado pelo diretor é que há uma grande evasão escolar no primeiro ano, pois os alunos não estão preparados para enfrentar a matemática do curso de sistemas e a interpretação de textos do curso de letras por exemplo.
“Atribuo à má formação desses alunos no Ensino Médio. Quando chegam à universidade, temos que voltar para trás e oferecer matérias de nivelamento numa tentativa de fazê-los caminhar nos passos da graduação. E mesmo assim muitos reprovam e desistem do curso”, informa o diretor.
Segundo Faria, a procura por cursos na universidade aumentou consideravelmente. No ano de 2009, eram um por vaga, e agora são uma média de 10 por vaga e mesmo assim há essas dificuldades. Ele informou que a universidade tem capacidade de receber 850 alunos e que anualmente 500 novos alunos procuram a universidade para cursarem o ensino superior.
Mais cursos – O diretor disse que é impossível receber mais cursos na universidade e que esse sonho dos coxinenses com a atual estrutura é impossível. Para ele os cursos atuais precisam ser fortalecidos e ampliados e que o Ministério da Educação (MEC) prometeu fazer algumas melhorias que ainda não foram realizadas.
Faltam salas de estudo, laboratórios, sala de professores, quadra de esportes, anfiteatro para 400 pessoas, ampliação da biblioteca entre outros. Conforme Faria, a proposta do MEC é trazer cursos rápidos de licenciaturas e curso de graduação de engenharia.
“Não temos aonde colocar esses novos engenheiros para estagiar, não sei como faremos isso. Já estamos com esse problema de estágios no curso de enfermagem. O nosso campus não tem nada para oferecer. O que temos é pequeno e não atende a intensidade que um curso de Medicina exige por exemplo. Falta vontade política do nosso governo, dos nossos deputados para trazer essas melhorias para ao menos fortalecer o que temos aqui”, desabafa o diretor.
O campus de Coxim, que funcionou durante nove anos sem sede, segundo o diretor é um trampolim para os professores, pois aqui eles entram na instituição através de concurso e na primeira oportunidade são transferidos para outras localidades. O maior desafio é manter os professores na cidade para que eles também nos auxiliem nos cursos de pós, com grupos de pesquisas.