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Começou no sábado o 1º Encontro de Comitivas Pantaneiras em Coxim

24 AGO 2021 • POR Ariel Albrecht • 07h50
  Silas Ismael

O Pantanal, por conta de suas particularidades quanto ao terreno, relevo, clima e hidrografia, ainda é um dos poucos redutos da cultura das comitivas, onde peões pantaneiros passam até meses conduzindo boiadas dentro de uma dinâmica ainda pouco conhecida pela maioria das pessoas.
E foi com este intuito, de se resgatar, valorizar e projetar a cultura das comitivas pantaneiras da região de Coxim, município sul-mato-grossense que no último sábado (21), teve início o I Encontro Folclórico de Comitivas Pantaneiras em Coxim, evento financiado com recursos do Fundo de Investimentos Culturais de Mato Grosso do Sul – FIC/MS.
Assim, às 17h00min de sábado, o toque do berrante ecoou na Praça João Ferreira de Albuquerque, em Coxim, pelas mãos e pelo fôlego do peão-pantaneiro Idalino Moreno, boiadeiro experiente do “Grupo 4T”, dando início à programação festiva onde, segundo estimativa da Polícia Militar, cerca de 250 pessoas se fizeram presentes degustando as delicias da tradicional matula-pantaneira, cuidadosamente preparada na cozinha folclórica de comitiva pantaneira instalada no evento, além de uma tenda com exposição fotográfica de comitivas do pantanal e outra com atrações musicais de artistas locais, além de um telão com a veiculação simultânea de um vídeo institucional da festividade e tradição das Comitivas do Pantanal da região de Coxim.
De acordo com a organização, coordenada pelo artesão e cozinheiro Júlio Pipoca, o evento respeitou seu plano de biossegurança frente à Pandemia COVID-19, disponibilizando máscaras, álcool-gel e orientações constantes com relação à higienização das mãos e protocolo de distanciamento social durante toda a programação tanto da estreia, no sábado como ocorrerá até dia 26 de setembro, onde espera-se um público de 3 mil pessoas. 
Segundo o elaborador do projeto, o turismólogo Ariel Albrecht, “o fluxo está sendo controlado na praça para que haja uma média diária baixa de pessoas durante as celebrações, favorecendo o monitoramento das atividades, evitando aglomerações e preservando vidas”.
Ainda de acordo Ariel, o projeto, elaborado em 2019, quando não havia Pandemia, necessitou passar por uma readequação em 2020 face ao COVID-19. Albrecht explica que o projeto inicial previa três dias e uma grande celebração, com média diária de mil pessoas, mas que, com a readequação necessária, o mesmo passou a ser programado para acontecer em doze dias, possibilitando, desta forma, a pulverização do público durante todos os dias do evento, evitando aglomerações e também problemas de ordem sanitária. “É para ter pouca gente mesmo”. explica ele.