Logo Diário do Estado

Prefeitos temem que milhares de "invisíveis" no Censo fiquem sem vacina

8 JUL 2021 • POR Campo Grande News • 08h10
  Reprodução

Quando todos os municípios receberem as últimas doses de vacina contra a covid-19 a conta não vai fechar. Os prefeitos sabem que as cidades têm bem mais habitantes do que o número apontado pelo último Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) feito em 2010 
Quando todos os municípios receberem as últimas doses de vacina contra a covid-19 a conta não vai fechar. Os prefeitos sabem que as cidades têm bem mais habitantes do que o número apontado pelo último Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 

Coxim
Em Coxim, a preocupação é garantir vacina para cerca de 13 mil pessoas que não entraram nas contas do governo federal, segundo o prefeito Edilson Magro (DEM).
“Já fui até o secretário de Saúde do Estado, que nos recebeu muito bem, e está ciente dessa diferença. Agora, vamos esperar que venham doses suficientes, porém o mais importante é que esse Censo seja realizado. Aqui na cidade nós até já disponibilizamos salas para os trabalhadores do IBGE e estamos lutando por isso, porque esse número impacta também nos repasses de recursos ao município”, revela Edilson, ao lembrar que a cidade já tem 48% dos moradores vacinados com primeira dose ou dose única

Costa Rica  
Para se ter uma ideia, tem 11 mil pessoas a mais do que consta no Censo em Costa Rica, a 305 quilômetros da Capital. Por lá, 46% do número de habitantes que estão no papel já receberam a primeira dose ou dose única, mas o prefeito, Cleverson Alves (PP), já se preocupa com a diferença que vai aparecer no fim da vacinação.
“Já sabemos que vamos vacinar num prazo mais longo. Essa é a nossa dificuldade, mas acredito que, no fim, serão enviadas doses para cobrir essa população que não está no Censo. Enquanto isso, vamos vacinando conforme as doses vão chegando”, comenta Cleverson.
Para saber quem existe na cidade, mas não está no Censo é simples, basta acessar os registros do SUS (Sistema Único de Saúde) e do TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral).
Santa Rita do Pardo
Em Santa Rita do Pardo, a 266 quilômetros de Campo Grande, são aproximadamente 950 pessoas invisíveis no cálculo do envio de vacinas. O número pode ser até maior se considerada a população da zona rural, que, em muitos casos, não tem nem o cartão do SUS.
Preocupada com isso, a secretaria de Saúde, Maria Angélica Benetasso, explica que já está sendo realizado um levantamento pelo Cosems (Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso do Sul) para evitar que os municípios fiquem sem doses suficientes.