Futebol feminino e suas barreiras
11 MAR 2015 • POR • 09h40O futebol no Brasil é considerado um esporte atrativo devido à característica de imprevisibilidade das ações que estimulam a plasticidade de determinadas jogadas, sendo debatido pela sociedade através de matérias feitas pela mídia que abordam com maior freqüência o futebol masculino. Mas, e o futebol feminino?
O status “país do futebol” não condiz com a realidade do futebol feminino que não está em evidência na mídia possivelmente pela dinâmica de jogo não ser atraente para o público, além de não haver boa organização e não ser sistematicamente desenvolvido, o que implica em poucos investimentos por grandes empresas que possibilitem seu crescimento.
Porém, mesmo com a clareza desses problemas, a evolução da prática pelas mulheres ocorreu de forma lenta, aumentando paulatinamente até o presente momento.
Fazendo um breve histórico do futebol feminino no Brasil, a primeira partida ocorreu em 1921 entre as senhoritas tremembenses e as senhoritas catarinenses que foi considerada uma atração curiosa e depois sendo apresentada como uma atração em circos, por ser algo diferente, que nunca foi visto.
Entre 1941 e 1975, havia uma lei que proibia a prática do futebol pelas mulheres e elas só puderam praticar após 1981, ainda com restrições, pois não podiam se profissionalizar. Apenas em 1996 o futebol feminino foi considerado como modalidade olímpica, que teve a participação da seleção brasileira feminina e que conquistou o 4º lugar impulsionando o esporte no país.
Outras conquistas como Copa do Mundo de 1999 (3º lugar), 2007 (2º lugar), Olimpíadas de Sidney 2000 (4º lugar), Atenas 2004 (2º lugar), Pequim (2º lugar) e Pan Americano do Rio de Janeiro 2007 (1º lugar), Guadalajara 2011 (2º lugar) também foram de suma importância.
A falta de interesse dos investidores e da mídia dificulta o crescimento de praticantes nessa área, segundo a (CBF) Confederação Brasileira de Futebol são 400 mil mulheres jogando futebol no Brasil. Em São Paulo, onde há o maior número de praticantes, são apenas 206 federadas e somente 10% delas são profissionais. Nos Estados Unidos, são 12 milhões de mulheres praticantes de futebol, número muito maior que o do Brasil.
Neste contexto de nítida deficiência, a história mostra que para o crescimento do futebol feminino no Brasil, necessitaria de mais investimento, maior interesse dos meios de comunicação, regulamentos e incentivos que permitam os clubes acolherem a modalidade, além da valorização das praticantes.
