Sem profissionalismo CAC não atuará este ano
3 MAR 2015 • POR Carlos Pires • 09h58O presidente do CAC (Coxim Atlético Clube), Antônio Mascarenhas Cardoso, mais conhecido como Baiano é o entrevistado desta semana, que falou com exclusividade ao Diário do Estado sobre os principais desafios e as perspectivas do clube e sua possível participação na série B deste ano.
Baiano lamentou a falta de incentivo do poder público e explicou que para participar de um torneio estadual tanto da série A quanto da série B, há um gasto elevado com a manutenção de um elenco profissional para participar de competições desta natureza.
O comandante do CAC citou, por exemplo, uma equipe como o Naviraiense – um dos líderes de sua chave no Estadual da série A, recebeu um bom aporte financeiro para participar da competição, tanto da prefeitura quanto da Câmara, além dos comerciantes que investem maciçamente no futebol profissional, mostrando que verdadeiramente acreditam no esporte como os grandes clubes do país. Para Baiano, em Coxim são poucos os que realmente colaboram com o clube, e não priorizam o futebol como ferramenta de divulgação de suas marcas.
A frente do CAC há três anos, Baiano disse que a equipe vem patinando todo esse tempo com pouco recurso e acredita que se um patrocinador investir numa folha de pagamento de R$ 25 mil ao mês, durante quatro meses, totalizando R$ 100 mil, ele garante que colocará certamente a equipe de volta na elite do futebol profissional de Mato Grosso do Sul.
O presidente do CAC disse que o esporte está muito parado em Coxim e vê a necessidade dos parlamentares, tanto na bancada municipal quanto da estadual, de priorizar também o esporte, não somente o futebol como também outras modalidades como o vôlei, o ciclismo, o skatismo, dentre tantas outras que servem como principais ferramentas de inclusão social. Baiano lembrou ainda que em outros tempos haviam diversos campinhos de futebol nos bairros cheios de garotada e hoje não se vê mais isso por falta de incentivo do poder público.
Em tom de desabafo, Baiano disse que o poder público pode investir no esporte, de maneira geral, se quiser, e se tiver vontade, e ressaltou ainda que a maioria das cidades do Estado investem pesado na formação de novos talentos, porém hoje Coxim está aquém desse patamar. O presidente do Coxim Atlético Clube relevou que a Funrondon tem amparos legais para investir no lazer e destacou que hoje não há mais os tradicionais campeonatos de futebol de salão, de vôlei, de society e a única opção de lazer atualmente são os campeonatos amadores de futebol como a Copa Coxim e o Campeonato Municipal. “Até os jogos escolares que eram uma tradição em Coxim estão se acabando. Eu como microempresário estou sempre pronto a ajudar. Eu faço o que eu posso, dentro das minhas possibilidades. Mas, uma andorinha só não faz verão”, ponderou.
Baiano finalizou dizendo que sem profissionalismo dificilmente levará avante o projeto de disputar a 2ª divisão, pois com amadorismo puro a equipe do CAC dificilmente chegará à elite do futebol profissional sul-mato-grossense, como já aconteceu. “Quero ter uma equipe extremamente profissional, com pessoas gabaritadas para trabalhar no CAC, caso contrário, eu deixo a equipe à disposição de quem quiser administrá-la”, ressaltou.
