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Alta do diesel provoca onda de protestos e interdições no país

25 FEV 2015 • POR • 08h47

A alta no preço do diesel provocou uma onda de manifestações de caminhoneiros em várias estradas do país. A onda de protestos foi intensificada desde a segunda-feira (23), e mantêm interditadas diversas rodovias para o transporte de carga em todo o país. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), rodovias de Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás e do Rio Grande do Sul estão parcialmente ou totalmente bloqueadas. Mato Grosso, Santa Catarina e Paraná são os estados que apresentam o maior número de interdições. Por causa dos protestos muitas cidades brasileiras já sofrem com falta de combustíveis e com a escassez de produtos em vários setores do comércio em geral.
Em Mato Grosso do Sul, o quilômetro 256 da BR-163 em São Gabriel do Oeste está interditado nos dois sentidos. No local, o tráfego é liberado somente para carro de passeio, ônibus, veículos com carga perecível ou viva e ambulâncias. 
A redução do aumento do diesel é considerada principal bandeira de luta, no entanto, eles também pedem que seja criada uma tabela mínima do valor do frete, baseada no preço do diesel. Hoje, cada empresa ou caminhoneiro autônomo dá o seu preço e transporta a carga aquele que é submetido a aceitar o menor frete.
Outras reivindicações da categoria são a redução da alíquota do ICMS do diesel no Estado, de 17% para 12%. A diminuição do preço do pedágio nas rodovias brasileiras também é outra reivindicação, bem como a sanção da lei 4246/12, que altera regras da jornada de trabalho de motoristas profissionais. Basicamente, a proposta reduz períodos de descanso e aumenta as prorrogações das horas trabalhadas atualmente. A atual lei, segundo a categoria, estaria onerando as empresas e prejudicando os caminhoneiros que são obrigados a levar mais tempo para entregar a carga.
Contrataque do governo federal
Com objetivo de proibir e suspender os bloqueios das rodovias federais nos sete estados da federação, o governo federal através da  Advocacia-Geral da União (AGU) decidiu entrar com uma ação ontem (23) na Justiça Federal com um pedido de liberação das rodovias bloqueadas. De acordo com a AGU, a medida tem o apoio do Ministério da Justiça, por meio da Polícia Rodoviária Federal e da Força Nacional.
Segundo a AGU, as ações foram ajuizadas nos estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. O órgão informou ainda que pediu a autorização da Justiça para que o Poder Público possa adotar o que chamou de “medidas necessárias para garantir a circulação nas pistas e a fixação de multa de R$ 100 mil para cada hora que os manifestantes se recusarem a liberar o tráfego”.
Nas ações, as procuradorias regionais da União argumentam que “os bloqueios aumentam os riscos de acidentes e ameaçam a segurança de todos que precisam utilizar as rodovias, além de provocar graves prejuízos econômicos ao impedir que cargas, muitas delas perecíveis ou perigosas, cheguem ao destino”.