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Covid-19

Com 42 mortes registradas ontem, Estado vive dia fatídico e preocupante

18 MAR 2021 • POR Com informações Subcom • 08h10
  Reprodução

O caos que tomou conta do País nos últimos dias com o aumento dramático nos números da Covid-19, também está se refletindo em Mato Grosso do Sul, que registrou novo recorde em número de mortos em consequência da doença.
Logo na abertura da live na manhã de ontem (17), feita pela Secretaria de Estado de Saúde , o secretário de Saúde, Geraldo Resende, lamentou as más notícias. Principalmente porque o dia de hoje, segundo ele, foi o mais fatídico de todos os meses de enfrentamento da doença no Estado.
Com mais 1.447 novos casos, MS soma a triste marca de 632.502 pacientes infectados pelo vírus e 3.709 mortes. Somente nas últimas 24 horas, 42 pessoas não conseguiram resistir à gravidade da doença.

Os números 
As cinco cidades com maior número de novas infecções nas últimas 24 horas são as seguintes: Campo Grande continua com índices altíssimos de contaminação, registrando 400 novos casos. Em seguida, Três Lagoas +198,  Coxim +118, Dourados +98; Naviraí +84 e Corumbá +50.
Os óbitos aconteceram em 19 municípios. Na Capital 14 pessoas perderam a luta contra a doença. Corumbá, 4; Dourados e Naviraí perderam 3 pacientes; em Costa Rica, Novo Horizonte do Sul e Paranaíba foram 2 óbitos em cada uma.
Os municípios que registraram uma perda foram Água Clara, Angélica, Aquidauana, Cassilândia, Chapadão do Sul, Itaquirai, Ladário, Maracaju, Ponta Porã, Rio Verde de Mato Grosso, Sidrolândia e Três Lagoas.

COXIM
 Ontem à tarde o Boletim divulgado pela Secretaria de Saúde de Coxim confirma: 118 casos ativos, 22 internados, sendo, 17 confirmados de Coxim, 2 suspeitos de Coxim, 02  confirmados de Sonora, 1 confirmado de Rio Verde. E infelizmente contabilizou ontem 39 mortes.
Desde o início da pandemia, Coxim está vivendo seus piores dias contra o Coronavirus.
A morte do ex-vereador de Sonora, Laudi Abreu ocorrido ontem em Coxim, não está incluído no Boletim de ontem.

Descaso da população
Para o tamanho da população do Estado o número de mortes e contaminações é desalentador, destacou o secretário. ”Estamos colhendo o que plantamos nas últimas semanas, com festas clandestinas, feriados, aglomerações o desrespeito às regras sanitárias que fez o vírus se espalhar”, explicou.
A média móvel de óbitos em todo o Estado é de 1.021,3. Um quadro realmente dramático que se agravou nos últimos 21 dias, conforme gráfico do Boletim Covid-19. Em três semanas a média móvel que antes era de 13,1% foi para espantosos 27,6%.
Caso não haja diminuição na mobilidade nos próximos 14 dias, o quadro continuará se repetindo. “Precisamos reduzir a taxa de contaminação”, disse a secretaria-adjunta, Christine Maymone
Com a nova variante em circulação o risco de contágio é imenso. Por isto o apelo das autoridades sanitárias precisa ser tratado com a maior seriedade. “Não queremos que aconteça aqui o mesmo que aconteceu no Amazonas”, disse o secretário.