Coxim: falta de lixeiras causa problema ambiental
20 FEV 2015 • POR Jaqueline Lorena/ DES - Desenvolvimento. Educação e Saúde do Pantanal • 08h42Um problema que afeta a cidade de Coxim é a falta de lixeiras nas avenidas Virgínia Ferreira, Viriato Bandeira e Antônio de Albuquerque e Filinto Müller, fazendo com que os frequentadores das avenidas joguem os seus lixos no chão, sem terem outra opção, causando constrangimento tanto para os moradores da cidade, para o comércio assim como para os visitantes que aqui vem para prestigiar a nossa cidade que é rica em biodiversidade na fauna e flora, tornando-a conhecida como uma cidade suja e sem cuidados.
É necessário que o Ministério Público Municipal, que atua na defesa do patrimônio público e social e do meio ambiente, tome a devida providência em respeito ao nosso município e a população coxinense, fazendo-se distribuir primeiramente, lixeiras por estas avenidas, locais alvos de maior circulação pública.
O sistema de esgoto nas avenidas Filinto Müller, Viriato Bandeira, Antônio de Albuquerque e Virginia Ferreira, possui em torno de 125 bocas-de-lobo, cerca de 35 estão em perfeito estado para escoamento das águas, e cerca de 90 se encontram entupidas por lixo ou matérias orgânicos como folhas, matos; o que propicia o alagamento nas avenidas no centro.
O lixo urbano estagnado entupindo bueiros confere um risco à saúde, porque é um tipo de poluição que também causa degradação ambiental. Constituído em grande parte por matéria orgânica biodegradável o lixo entra rapidamente em decomposição, no entanto, não ocorrendo o recolhimento periódico desse material, ocorre a formação de um líquido escuro, ácido e mal cheiroso, conhecido como chorume, que se infiltra no solo e contamina as águas resultando em resíduo tóxico. Quando ocorrem as chuvas na cidade, os lixos jogados costumam escoar com as águas das chuvas devido a declividade da cidade, com o sentido centro, onde se encontra a avenida Filinto Müller, que fica as margens do Rio Taquari, que será o destino final desses resíduos. Recentemente o Jornal Diário do Estado publicou uma matéria sobre a falta de limpeza urbana e fotografou vários pontos da avenida com lixo acumulado.
São alarmantes os riscos envolvendo o lixo urbano para o ecossistema do rio Taquari, pois, o lixo leva animais e plantas à morte, por asfixia e intoxicação. Interferindo no ambiente por acumulação, o lixo até mesmo é confundido como comida por várias espécies. O lixo no rio se torna um desafio de grandes proporções, sendo uma das mais onipresentes formas de poluição, que rotineiramente por descaso, tem dado enormes prejuízos ao meio ambiente e conferindo danos por acidentes ambientais pelo alagamento, envolvendo o trânsito urbano.
São atitudes simples que podem dar uma melhor qualidade de vida para a população e a exemplo de cidade vizinha como São Gabriel do Oeste, o lixo é recolhido na forma de coleta seletiva, e toda a população se mobiliza para guardar de forma correta e separada, ajudando assim na reciclagem dos resíduos sólidos. Até o comércio recolhe materiais inorgânicos como pilhas, caixas de leite, papel entre outros. A consciência precisa começar a fazer parte da administração da cidade e da vida dos seus moradores.
