Logo Diário do Estado

Adolescente é socorrido pelo SAMU após ser picado por cobra em fazenda entre Coxim e Alcinópolis

14 DEZ 2020 • POR Coxim Agora • 07h40
  Coxim Agora

Um adolescente de 16 anos foi socorrido pelo SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) após ser picado por uma cobra por volta de 18h20min deste domingo (14), em uma fazenda entre Coxim e Alcinópolis.

Conforme informações, a vítima estava na beira de um rio quando recebeu a picada da serpente da espécie jararacuçu, no pé direito, num primeiro momento, o jovem foi conduzido em um veículo da família pela BR-359 até o encontro com a viatura do SAMU.

A vítima recebeu os primeiros atendimentos dos socorristas e em seguida foi conduzido ao Pronto Socorro do Hospital Regional Álvaro Fontoura Silva, onde passou por uma avaliação médica, seu estado de saúde é considerado estável.

A cobra que picou o jovem possui hábitos florestais. Sua distribuição avança em biomas interioranos e é comum ser encontrada junto a matas ciliares, próximas às rochas que margeiam, rios, riachos e córregos.

Jararacuçu – O nome jararacuçu é popularmente atribuído às serpentes da espécie Bothrops jararacussu, que pertencem à Família Viperidae, a qual inclui outras espécies de importância médica, ditas tanatofídios, ou seja, as serpentes que podem ocasionar acidentes fatais. As viperídias neotropicais, representadas pela subfamília Crotalinae, marcadamente pela presença de fossetas loreais, incluem não só as jararacas e afins, a exemplo da jararacuçu e da urutu (Bothrops alternatus), mas também as cascavéis (Crotalus durissus) e as surucucus (Lachesis muta).

É uma serpente majestosa e vigorosa, considerada a segunda maior serpente peçonhenta do Brasil, ficando somente atrás das surucucus (Eunectes murinus). Na fase adulta, seu comprimento pode atingir até 2,20 metros. A coloração da jararacuçu exibe diferenças ao longo de seu desenvolvimento e entre os sexos, neste último, conhecido como dicromatismo sexual. Nas fêmeas jovens, o dorso apresenta coloração variando de amarelada a bege rosado, enquanto nos machos é escuro com manchas de amareladas a marrom-acinzentadas. Entre os adultos, as fêmeas exibem intensa divergência de cor entre as manchas pretas e o fundo amarelo, enquanto nos machos adultos o fundo apresenta cor castanha ou acinzentada. As fêmeas são maiores que os machos, o que é comumente observado na maioria dos membros da Família Viperidae. Devido à impecável camuflagem desta serpente, percebê-la em seu ambiente natural, notadamente envolta na serapilheira das áreas florestadas é um enorme desafio.

Assim como os demais viperídeos, sua dentição é do tipo solenóglifa, constituindo-se de presas retráteis, altamente especializadas na inoculação de peçonha e que atingem até 2,5 cm de comprimento.

A jararacuçu é uma serpente Sul-Americana, registrada no Brasil, Bolívia, Paraguai e Argentina. Em território nacional, habita a região Sul e Sudeste, além dos Estados da Bahia e do Mato Grosso do Sul.

De hábitos florestais, esta viperídia tem preferência por áreas de floresta úmida e semi-decídua de Mata Atlântica, embora não só no interior da floresta, mas na sua periferia e até em áreas abertas. Sua distribuição avança em biomas interioranos e é comum ser encontrada junto a matas ciliares, próximas às rochas que margeiam riachos e córregos.