Mãe tirou foto da filha pouco antes de ela morrer após tocar em decoração de Natal
30 NOV 2020 • POR G1 • 08h10"O que era para ser um passeio em família se tornou uma tragédia". É assim que a mãe de Júlia Honória Franco, de 8 anos, definiu o episódio que matou a menina, em Caldas Novas, no sul de Goiás. Ela sofreu uma descarga elétrica ao tocar na estrutura metálica da decoração de Natal instalada em uma praça da cidade. Aos prantos, Rejany Honória de Almeida contou que a filha estava feliz naquele dia e que tirou fotos da menina pouco antes de ela levar o choque.
Júlia morreu na noite de sexta-feira (27). Ela chegou a ser socorrida e levada a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos. A Polícia Civil apura o caso. A Prefeitura de Caldas Novas, responsável pela montagem da decoração, disse que se colocou à disposição das investigações.
"Meu esposo pegou ela no colo e chamou o Samu. Nós a levamos ao hospital, mas ela deu uma parada cardíaca. Deus a levou", desabafa.
Rejany contou que ela, o esposo e os três filhos tinham saído para ver a decoração natalina na Praça Mestre Orlando. Cerca de 30 minutos antes do ocorrido, ela fez uma foto de Júlia no local. Depois, as crianças começaram a correr e brincar. Foi quando a menina levou o choque.
A menina foi enterrada no sábado (28), em Caldas Novas. De acordo com a mãe, Júlia gostava de cantar na igreja e sonhava em ser veterinária.
Pedido de justiça
Rejany pediu que providências sejam tomadas para evitar que outras pessoas passem pela mesma situação que a família dela. Segundo relato da Polícia Militar no boletim de ocorrência, um eletricista testou os cabos após o ocorrido e constatou que eles estavam energizados.
A Polícia Civil já instaurou inquérito para apurar o caso, esclarecer o que provocou a morte e responsabilizar os envolvidos.
A Prefeitura de Caldas Novas, em nota divulgada no sábado, lamentou o ocorrido, e disse que "se coloca à disposição para ajudar no que for preciso". Afirmou ainda que a montagem da estrutura é feita por "profissionais capacitados, que realizam esse trabalho há 10 anos".
