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Tatuador teria agido em legítima defesa quando atirou em homem na Vila Bela

1 NOV 2020 • POR Coxim Agora • 16h09
  Maikon Leal

O tatuador Washington Vieira Gonçalves, de 40 anos acusado de matar Antônio Paulo de Andrade, de 34 anos, com cinco tiros na noite do último sábado (24) teria agido em legítima defesa, de acordo com seu advogado Alex Viana de Melo.

A confusão teria começado em um bar na avenida João Feliciano Bezerra, no bairro Vila Bela, em Coxim. O autor estaria no estabelecimento quando Antônio Paulo chegou e se sentou na mesma mesa, pois não aceitava Washington falar que pertencia ao mesmo grupo de motoqueiros que ele.

Para “evitar confusão”, o tatuador saiu do estabelecimento e foi para casa. No entanto a vitima e um amigo, de 33 anos, foram até o endereço na mesma avenida.

“O próprio amigo da vítima diz que Washington saiu do local para evitar confusão. Ele já estava em casa jantando com a mãe dele que é idosa, quando a vítima chegou ao local gritando”, completa.

Alex Viana explica que o tatuador saiu da residência e no meio da discussão, levou uma cabeçada e foi prensado na parede pela vítima. O amigo de Antônio ainda teria segurado o tatuador para que ele não retornasse para a residência.

J.C. o amigo de Antônio disse em seu depoimento que a vítima começou a confusão na conveniência, bem como a vítima que o chamou para ir até a casa do réu, dizendo que a vítima foi atrás de confusão.

Para Alex Viana, “o homicídio é uma tragédia, ninguém sai ganhando com isso, é uma perda incomensurável para a família e os amigos da vítima, mas também é motivo de sofrimento para o réu e para sua família, pois ele não queria que aquilo ocorresse. O réu é pessoa de bem, nunca fez mal a ninguém, tanto que saiu da conveniência e foi pra sua casa para evitar uma confusão maior, mas infelizmente a vítima foi atrás dele até a sua casa e acabou o colocando em uma situação em que era um ou outro. Enfim, ele não queria que aquilo ocorresse, mas foi obrigado a se defender, eram dois contra um”.

“Foi quando ele se desvencilhou e realizou os disparos. Ele agiu para se defender”, explicou o advogado.

Antônio foi morto com cinco tiros. Alex Viana também confirma que o cliente pediu para que o amigo da vítima permanecesse no local até a chegada da Polícia Militar. O tatuador pediu para acionar a Polícia Militar e aguardou a chegada dos policiais ao local para explicar o ocorrido e entregar a arma, um revólver calibre .38 usado no crime.

Na delegacia, Washington confirmou que a discussão no bar começou porque Antônio dizia que faria parte do grupo e não o aceitava como integrante do Moto Clube denominado Abutres.

Washington foi autuado por homicídio qualificado por motivo fútil e por posse ilegal de arma de fogo.