Gari com diversas passagens por difamação e injúria é morto com a tiros em Coxim
6 JUL 2020 • POR (Maikon Leal / Cesar Rodrigues) • 11h29José Carlos Pereira da Silva, de 41 anos, o “Gari” como era conhecido na cidade, foi executado com pelo menos cinco tiros no final da manhã de ontem (06) em uma conveniência, na rua Bandeira, no bairro Piracema, em Coxim.
Dois indivíduos teriam chegado em uma motocicleta de cor vermelha, um deles desceu do veículo, sacou à arma e foi em direção à vítima que ainda tentou correr para os fundos da conveniência, mas acabou sendo alvejado nas costas pelos tiros.
Ainda conforme relatos de testemunhas, a vítima já estava caída no chão, mesmo assim o autor ainda se aproximou e realizou um disparo contra sua cabeça.
“Gari” ficou famoso nos últimos tempos após se envolver em diversas polêmicas, muitas delas por produzir conteúdo ofensivo nas redes sociais contra diversos políticos de Coxim e região. Ele também possuía diversas passagens pela polícia, entre elas, homicídio e inúmeras por calúnia e difamação.
O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas nada puderam fazer, quando chegaram ao local do crime, José Carlos já estava sem vida.
Peritos do Núcleo Regional de Perícias de Coxim estiveram no local realizando os trabalhos e colhendo informações sobre o homicídio. O corpo será foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal) de Coxim.
A Polícia Civil e Polícia Militar também estiveram no local, os investigadores terão um enorme trabalho para desvendar a autoria desse caso, pois devido as diversas inimizades construídas ao longo do tempo por José Carlos, será difícil apontar um único suspeito.
Caso polêmico
No dia 22 de fevereiro do ano passado ao fazer críticas ao trabalho de alguns policiais civis do município e, inclusive, citava nomes, ele foi preso em flagrante, durante uma entrevista ao vivo a uma rádio, em Coxim.
No meio da entrevista, que também era transmitida por uma rede social, um dos policiais civis citados por Zé Carlos entrou no estúdio e o prendeu.
Na época, segundo a Polícia Civil, o homem já tinha sido preso por calúnia, difamação e injúria contra os policiais, três dias antes. Ele foi colocado em liberdade condicional por meio de uma medida cautelar, que, entretanto, proibia que ele voltasse a citar o nome dos policiais em vídeos e entrevistas.
A Força Tática e investigadores da 1ª DP de Coxim realiza diligências para elucidar o crime, mas até o fechamento desta edição, o pistoleiro não foi identificado.
