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Vistoria anual terá maior impacto no bolso da classe média

4 FEV 2015 • POR Carlos Pires • 10h17

Veículos com mais de cinco anos de fabricação deverão passar por vistoria anual obrigatória para terem o licenciamento expedido em Mato Grosso do Sul. A regra está prevista na portaria do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MS) e foi publicada no Diário Oficial do Estado de 30 de dezembro de 2014.
De acordo com a portaria, a vistoria vai verificar características estruturais, autenticidade da identificação do veículo e da documentação, legitimidade da propriedade e presença de equipamentos obrigatórios e se eles estão em perfeitas condições de funcionamento. O objetivo é garantir condições de circulação.
Para fazer a vistoria, o Detran vai cobrar taxa equivalente a cinco Uferms (valor que, hoje, é de R$ 103,45). Os veículos deverão ser vistoriados até 90 dias antes do vencimento do licenciamento anual.
Conforme a regra, os proprietários que tiverem os veículos reprovados receberão laudo com a indicação dos itens a serem regularizados antes da realização de nova vistoria. Após a solução das pendências encontradas, o veículo poderá ser reapresentado uma única vez sem o pagamento de nova taxa, desde que ocorrido no prazo de 30 dias após a primeira vistoria.
De acordo com o Detran, veículos que tenham sido vistoriados em função de processo de transferências ou regularizações no período estabelecido estão dispensados de nova vistoria para liberação do licenciamento.
Demanda na capital e interior
Com relação à obrigatoriedade da vistoria, é preciso esclarecer que o Detran de Campo Grande oferece o serviço utilizando dois turnos do dia e um número considerável de funcionários para atender os proprietários de veículos automotores com um tempo de espera bem menor. 
Já no interior, como Coxim, por exemplo, o exaustivo tempo de espera, as longas filas e com apenas um funcionário para atender tanta gente, o problema tem tirado o sono e a paciência dos condutores. Isso quando são atendidos no mesmo dia, pois o órgão só funciona na parte da manhã e aqueles que não são atendidos, além de perderem o precioso tempo são obrigados a voltarem no dia seguinte para conseguirem, ou pelo menos tentar, a realização da vistoria, sob pena que não terem o documento de licenciamento liberado. É preciso destacar ainda, que além do licenciamento do veículo, os condutores que tiverem algum tipo de problema terão que primeiro sanar as irregularidades, por mais simples que sejam – e aí se inclui despesas extras – para depois terem seus veículos aprovados. A vistoria, só para lembrar, custará a cada condutor a bagatela de R$ 103,45.
Segundo informações obtidas pelo Diário do Estado junto a funcionários do Detran de Coxim, a partir de quinta-feira (5), o órgão contará com dois funcionários e desta forma espera normalizar o atendimento à população diminuindo a fila e o tempo de espera dos proprietários de veículos automotores.
Nota da Redação
Proprietários de veículos automotores que se enquadram na nova regra têm opiniões dividias sobre o assunto, sobretudo aqueles da classe média e que são assalariados, cujo impacto da obrigatoriedade será maior e, com certeza, pesará no orçamento familiar e no bolso. Já para os mais ricos e abastados é apenas um imposto a mais a pagar. Ou seja, os menos favorecidos viverão o drama de possuir ou não um veículo com mais uma tarifa a ser paga.
A classe média sempre foi incentivada ao longo dos governos do PT (Lula e Dilma) a possuírem mais facilmente carro ou moto como uma forma de terem sua independência para se locomoverem pelas cidades brasileiras sem o uso inconveniente do tradicional busão. Porém com o tarifaço pós-eleição imposto pelo governo Dilma em janeiro, mais os constantes aumentos de combustíveis que não cessam, além da obrigatoriedade da vistoria para os veículos com mais de cinco anos de fabricação, os sonhos de muitos brasileiros pode estar indo por água abaixo e os mais humildes que adquiriram seus carrinhos e motos com muito esforço e custo, muito em breve terão abrir mão de seus bens para infelizmente voltar a usar o busão, pois a imensa carga tributária do país pesa unicamente no lombo da classe média. Muito se fala no governo do PT voltado para o povão, mas o que se percebe num país onde o câncer da corrupção não tem fim, é que os mais ricos é que são os maiores beneficiados, pois são os que menos sentem o impacto das salgadas medidas econômicas, mesmo não sendo a favor dos aumentos. Como diz um velho ditado: “alegria de pobre costuma durar pouco”.