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Presidente da LEC defende maior investimento no esporte coxinense

3 FEV 2015 • POR Carlos Pires • 10h01

O entrevistado desta semana é o presidente da Liga Esportiva Coxinense (LEC), Edson Simões, que hoje coordena e organiza os principais e mais tradicionais eventos do futebol amador: a Copa Coxim e o Campeonato Municipal de Futebol Amador.
Simões contou que a entidade existe há 37 anos e é ligada à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e à Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS), onde os torneios amadores realizados em Coxim possuem o devido reconhecimento público.
Entre as principais deficiências do esporte local, Edson destacou que são muitas e vão desde a falta de infra-estrutura, como falta de espaço para a prática do lazer nos bairros, até a implantação e/ou a falta de manutenção das atuais praças esportivas. Para exemplificar, o presidente da LEC disse que hoje o estádio André Municipal Borges, único espaço de lazer, não possui arquibancadas adequadas para acomodar os torcedores e que a estrutura atual possui sérias deficiências como a falta de cobertura, apesar de atender precariamente as necessidades de acomodação do público que acompanha os torneios disputados todos os anos, entre tantos outros problemas estruturais. 
“Hoje os torneios são disputados à noite por causa do clima mais agradável, mas em dia de chuva, por exemplo, os torcedores acabam sofrendo as conseqüências das intempéries climáticas para assistirem aos jogos. Até mesmo a imprensa tem sido prejudicada nessas situações haja vista que a cabine está danificada por conta do último vendaval ocorrido no ano passado. Estamos buscando parcerias com o executivo e o legislativo para resolver alguns problemas estruturais básicos do André Borges”, relevou Simões.
O presidente destacou a importante ajuda do município com recursos que são disponibilizados pelo executivo para a manutenção do campo e na organização dos torneiros, mas reconheceu que tem sido insuficientes para suprir a demanda dos serviços que precisam ser executados no campo e também no incentivo aos clubes que reivindicam uma premiação justa por causa do alto investimento que os dirigentes têm para trazerem seus atletas para realizar os jogos. 
Simões aproveitou para fazer um apelo aos políticos locais para que elaborem projetos que atendam realmente as expectativas dos desportistas e incentivem os jovens a deixarem o ócio das ruas. Segundo Edson, um dos projetos desenvolvidos pela LEC no ano passado foi a implantação do futebol feminino, mas o projeto esbarrou na falta de recursos para que fosse incluído no calendário de eventos do futebol amador. Para o gestor do futebol amador é necessário um investimento maciço no esporte, principalmente nas categorias de base, e citou como exemplo a Alemanha, campeã da última Copa do Mundo, onde no país, as políticas públicas voltadas para os jovens foram amplamente apoiadas, deram certo e hoje são exemplo de infra-estrutura e superação para todo o mundo.
“Investir na prática esportiva dos jovens é mais barato do que implantar políticas públicas para o combate ao tráfico de drogas, por exemplo, pois quando o jovem se envolve com o esporte e se destaca ele raramente tem tempo e oportunidade para se envolver com coisas erradas. O esporte ainda é o maior instrumento de inclusão social”, exemplificou.
Sobre as obras da futura sede própria da entidade que começou na gestão anterior, Simões espera que este ano tanto o executivo quanto o legislativo e os empresários locais se empenhem e ajudem a LEC na finalização do prédio para dar mais conforto e qualidade no atendimento aos atletas e aos presidentes de clube. Segundo o presidente, a entidade hoje atende de forma provisória em prédios públicos gerando certo desconforto e afirmou que em sua gestão fará o possível para que a sede própria deixe de ser apenas um sonho inacabado. 
Para finalizar, Simões revelou que a Liga trabalha com planejamento antecipado e espera que para os torneios deste ano, executivo, legislativo, empresários e a comunidade em geral ajude a apoiar o futebol amador para que não pare, principalmente por falta de recursos.