Histórico de baixa adesão ao distanciamento social reflete nos números, e Covid está em 75% do MS
17 JUN 2020 • POR Mireli Obando - Subcom • 08h10O histórico de baixo isolamento em Mato Grosso do Sul, que desde maio não atinge índices acima dos 50%, já reflete nos números de novos casos e de vidas perdidas. Nas últimas 24 horas, o Estado registrou mais três óbitos e 234 novos casos confirmados da doença.
Enquanto isso, MS segue na lanterna do ranking que mapeia as taxas de isolamento social do País. Com 36,1% de adesão na segunda-feira (15.6) o Estado ocupa a 25° posição entre as unidades da federação. Mesmo com a curva ascendente, a média de recolhimento continua a mesma das outras segundas-feiras de junho que apontaram 35,1% (8.6) e 37,4% (1.6).
Campo Grande ocupa o penúltimo lugar entre as capitais brasileiras com índice de 35,4% mapeado no primeiro dia da semana. Mesmo sendo o epicentro da doença no Estado, Dourados teve isolamento de 37,8% naa segunda. O comportamento da população apresenta queda se comparado a primeira semana do mês de junho que registrou taxas acima dos 40% durante todos os dias úteis.
Os números atuais da Covid-19, que já atinge 75% dos municípios de Mato Grosso do Sul, são reflexo da desobediência. O boletim epidemiológico divulgado ontem (16.6) contabiliza 3.785 casos e 36 óbitos. Diariamente a Secretaria de Estado de Saúde (SES) alerta para a necessidade de permanecer em casa se possível, uso de máscaras e higiene.
Mato Grosso do Sul agora registra 8 óbitos em Campo Grande, 5 em Três Lagoas, 2 em Batayporã, 2 em Paranaíba, 1 em Vicentina (também ocorrido no Estado de São Paulo), 5 em Dourados, sendo 1 douradense que morreu em Tocantins, 2 óbitos de Brasilândia, 2 em Itaporã, 1 em Iguatemi, 2 em Rio Brilhante, 1 em Sidrolândia, 1 em Ponta Porã, 1 em Corumbá, 1 em Douradina e 1 em Deodápolis.
“A participação de cada um é fundamental para que a evolução da doença não aconteça com a velocidade que está acontecendo aqui no Mato Grosso do Sul. O padrão de isolamento social no mundo todo é 70%, mas se conseguirmos atingir 60% muitas vidas serão preservadas”, alertou o secretário Geraldo Resende.
