Irmão de policial morto por testemunha na viatura reclama da Lei que proíbe algemas
10 JUN 2020 • POR Midiamax • 10h10Com tristeza e sentimento de impotência e injustiça, o irmão do policial civil Jorge Silva dos Santos, 50 anos, que foi executado a tiros nesta terça-feira (9), em Campo Grande, falou com revolta sobre a Lei de Abuso de Autoridade que proíbe a utilização de algemas em testemunhas, na manhã desta quarta-feira (10) durante o velório do policial.
“Lei? Tinha de mudar e por causa disso perderam a vida”, disse Marcos Silva de 45 anos irmão de Jorge. O motorista ainda relatou que o policial era reservado, principalmente, por que tinha cisma por causa da profissão, portanto, quase nem saia da sua casa que havia reformado há dois meses. “Agora nem vai poder aproveitar a reforma da casa”.
Ainda sobre o fato do policial ser assassinado por causa da falta de algemas em Ozéias, o motorista afirmou que “Como você coloca dois suspeitos no banco de trás sem algemas, assim fica difícil trabalhar”, concluiu
O policial civil aposentado, Carlos Alberto, com quem Jorge trabalhou nas especializadas da Derf e na Defurv contou ao Jornal Midiamax que a morte do amigo é uma perda irreparável, e que era um policial muito ‘parceiro e inteligente’. Genésio Neves, outro policial aposentado lamentou a morte do colega, “Agora só estamos nos encontrando em velórios”, ressaltou.
Assassinato policiais
Os policiais Antônio Marcos Roque da Silva, de 39 anos e Jorge Silva dos Santos, 50 anos foram executados a tiros na tarde desta terça-feira (9) em Campo Grande. Eles foram assassinados quando investigavam um furto de joias em uma residência na Euclides da Cunha.
Eles foram assassinados com tiros na cabeça, por Ozéias Silveiras Morais,que acabou morto em confronto durante a madrugada desta quarta-feira (10). Willian Duarte Cormelato que estava junto na viatura descaracterizada e era suspeito também do furto acabou encontrado no bairro Guanandi.
