Oficial da Polícia Militar preso por suspeita de propina em MS diz que ganhou na loteria
9 JUN 2020 • POR Midiamax • 08h15O tenente-coronel Jidevaldo Souza Lima preso durante a Operação Avalanche, que levou para a cadeia militares do alto escalão de Mato Grosso do Sul que estavam envolvidos com contrabando de cigarros, teria justificado o aumento patrimonial crescente desde 2015 ao fato de segundo o tenente ter recebido um prêmio da loteria, no valor de R$ 203 mil 452 reais.
Durante as investigações feitas pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) foi descoberto que o grupo recebia propinas que variavam de R$ 15 a R$ 150 mil, sendo que no caso do tenente, ele teria afirmado que os vários depósitos feitos em sua conta seria ,pelo fato de ter ganho na loteria o valor de mais de R$ 203 mil. Em um único dia teve um depósito na sua conta de R$ 21 mil e R$ 15 mil, em 2018. Antes de ser preso, o militar chefiava da 4ª Seção do Estado Maior da PMMS, onde atuava na ‘Política e Planejamento de Logística’ recebendo o valor de R$ 22.851,93 como rendimento fixo na Sejusp
A somatório de todo o dinheiro depositado na conta do militar chegou a R$229.548,60, que ele disse ser de prêmio da loteria. Com o dinheiro, Jidevaldo adquiriu uma chácara no valor de R$ 185 mil, carro no valor de R$ 56 mil e vários móveis para a sua casa que custaram R$ 25 mil. Todos os militares alvos operação ainda continuam presos, no Presídio Militar de Campo Grande.
