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Autoridades sanitárias devem indicar se eleições serão adiadas, diz ministro Barroso

27 MAI 2020 • POR Agência Brasil • 08h00
  Reprodução

O novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso, disse, ontem(26), que, se for inevitável, seria possível adiar as eleições municipais para turnos em 15 de novembro e 6 de dezembro, conforme propostas já existentes no Congresso. Mas, para isso, não haveria tempo para análise das prestações de contas até a posse, em primeiro de janeiro de 2021. 
Os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (MDB-AP), anunciaram recentemente que deverá ser criada uma comissão mista para analisar no Congresso a possibilidade de adiamento das eleições, em razão da crise sanitária que recomenda evitar aglomerações.
Barroso afirma que as datas de outubro estão mantidas a menos que as autoridades sanitárias recomendem mudanças.
“Nós só cogitaríamos de prorrogação – eu digo nós, o TSE, mas penso que também seja esse o pensamento do Congresso – se isso colocar em risco grave a saúde da população e nós não encontrarmos uma alternativa para contornar esse problema. ”
Para o presidente do TSE, em caso de mudança de datas, as prestações de contas teriam que ser analisadas de maneira atrasada, mas ele afirma que poucos candidatos não conseguem passar por esse teste. Ele defende, inclusive, mudanças nas prestações de contas para se tornarem mais eficientes, e explicou que pensa em usar um sistema parecido com o da malha fina da Receita Federal para verificar inconsistência.