Homem que já confessou sete assassinatos pode ter matado mais, diz delegado
18 MAI 2020 • POR Correio do Estado • 15h20Carlos Delano, titular da Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes de Homicídios, informou que investiga a participação do pedreiro Cléber de Souza Carvalho em mais assassinatos . Por enquanto, Cléber já confessou a participação em sete crimes e deve ser indicado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver em todos eles. O pedreiro agia com frieza contra suas ameaças, e os episódios são similares para atacar, características que contribuem para enquadrar-lo nos conceitos de psicopatia e assassinatos em série .
Se for acusado, julgado e condenado por esses sete delitos, o pedreiro estará sujeito a uma pena e poderá chegar a 240 anos de prisão. “Acreditamos sim, que ele pode ter sido o autor de mais crimes”, afirmou o delegado.
Delano, responsável pela investigação de assassinos em série, pode fazer um cruzamento nos dados da Polícia Civil de Pessoas Desaparecidas que se encaixam no perfil das vítimas selecionadas pelo pedreiro. O delegado, porém, faz uma exceção: “Em alguns casos, uma vítima que ele não usava próximo a delegacia a fazer o boletim de ocorrência de desaparecimento. Então, pode ter novos casos sem ocorrência de desaparecimento ”, explica.
Cléber é apontado, por enquanto, como o autor dos assassinatos de José Leonel Ferreira de Santos, 61 anos, assassinado no dia 2 de maio; José de Jesus de Souza, 45; um homem identificado como Geraldo, 48 anos; outro identificado como Taíra, 74 anos; Flávio Pereira, 34 anos; Claudionor Longo Xavier, 48 anos; e Timóteo Pontes Roman, 62 anos.
CRIMINOLOGIA
Conforme a criminologia, os assassinos em série são pessoas que matam uma parcela de indivíduos seguindo uma lógica ou sequência em cada um deles. Incluindo as que têm um mesmo tipo ou características. No caso de Cléber, uma lógica encontrada é que todos os homens eram vítimas, que moravam sozinhos e tinham bens em seus nomes.
Segundo Delegar Responsável pela Investigação, Carlos Delano, o perfil das vítimas era o mesmo e o criminoso declarado que poderia ser usado para apossar seus bens.
“É o perfil da vítima que evidencia que ele vem matando. Normalmente, como as pessoas tiveram relacionamento com ele, nas pessoas que identificaram ontem e na semana passada, eram pessoas com quem estavam trabalhando ”, disse.
De acordo com a definição de serial killer , existem vários tipos de assassinos em série: os organizados e os desorganizados. Os tipos organizados são os que normalmente exibem inteligência normal, podem se inserir bem na sociedade e têm vida aparentemente normal, com esposa e filhos.
Em análise dedutiva, conforme relatos de vizinhos e conhecidos sobre o comportamento na sociedade, Cléber se encaixa no perfil de organizações.
