Caixa protegerá clientes contra contágio em fila
4 MAI 2020 • POR Correio do Estado • 14h55Desde que começou os saques do Auxílio Emergencial nas agências da Caixa Econômica Federal, como filas enormes freqüentemente perdidas. Uma Superintendência de Orientação e Defesa do Consumidor de Mato Grosso do Sul (Procon / MS) começou a fiscalizar os locais com grandes aglomerações, e pode chegar a R $ 50 mil.
Segundo ou superintendente do Procon, Marcelo Salomão como agências que descrevem regras de biossegurança devem ser notificadas e devem exibir um plano de proteção para os beneficiários. “Queremos saber como estão agindo, como estão atendendo, se tem plano de segurança e por que não estão emitindo senha. Hoje temos equipes nas ruas, já visitamos mais de quatro agências ”, explicou.
Em transmissão ao vivo na tarde desta segunda-feira, o prefeito Marcos Trad (PSD) disse que "uma das alternativas é redobrar a fiscalização, e na medida do possível, oferecer máscaras para as pessoas que não estão usando".
Apesar disso, a espera continuou em frente às agências da Caixa e Lotéricas. Marilene da Silva, 56 anos, entrou na fila entre as 6h30 e as 7h e foi a primeira tentativa da senhora que não pode trabalhar porque está doente. “Estou na justiça para receber meu auxílio-doença que foi cortado. Como ficar aqui na fila, é ruim, mas fazer o que ?! A gente precisa. E é dinheiro dos nossos impostos que estão dando né, então é nosso direito ”, lamentou.
O autônomo Moacir Espíndola Chaves, 54, estava desde às 7h na fila, sem máscara e com os equipamentos de trabalho em uma bicicleta. “Não tenho medo de ficar aqui, é preciso. Eu corto grama e agora parou tudo. Em vista do que eu trabalhava antes, não faça quase nada agora. Está difícil na situação, já vim aqui na agência várias vezes tentar sacar e pelo aplicativo não dá certo ”, disse.
Os resultados da primeira parcela do benefício estão previstos para acontecer até amanhã (5), a segunda e a terceira parcela ainda não têm dados programados para liberação. “Não tem como deixar essa gente na fila de chuva, é um absurdo”, conclui Salomão.
