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Mandetta, em reunião com Bolsonaro: "Só saio do governo demitido ou morto"

7 ABR 2020 • POR Veja • 16h20
Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta   Adriano Machado/Reuters

Protagonista da mais recente crise política do governo, o ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta traçou um horizonte fúnebre na reunião ministerial desta segunda-feira, 6, e disse ao presidente Jair Bolsonaro que o Brasil, se não seguir à risca as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS), corre o risco de enfrentar um cenário parecido com o do Equador. Em Guayaquil, a maior cidade equatoriana, vítimas fatais da Covid-19 se aglomeram nas casas de parentes, corpos são deixados nas ruas, o sistema funerário local está em completo colapso e, com a falta de caixões suficientes, as pessoas estão sendo enterradas em grandes caixas improvisadas, feitas de papelão.

Nesta segunda-feira, no horário reservado para a entrevista coletiva diária do governo sobre o avanço dos casos de coronavírus no Brasil, o presidente convocou uma reunião geral com todos os integrantes do primeiro escalão. Nela, além de afirmar que o Brasil poderia fazer companhia aos equatorianos em um caos funerário, Mandetta voltou a afirmar que não irá pedir demissão. Segundo relatos obtidos por VEJA, o ministro disse que só deixa o governo “demitido ou morto”.