Mãe mata filha após torturar e enterrar garota viva com ajuda de irmão em MS
23 MAR 2020 • POR Rádio Caçula • 07h40Na noite de sábado (21), por volta das 21h20min, uma mulher de 29 anos de idade, compareceu à Delegacia de Polícia de Brasilândia e registrou um boletim de ocorrência de desaparecimento de sua filha. De acordo com o boletim, a mulher teria deixado a filha, de 10 anos de idade, na praça do ginásio de esportes do município, juntamente com irmão e ela havia desaparecido.
Após o registro do desaparecimento, a mulher ligou no 190 informando ao atendente que havia matado a própria filha. Policiais de plantão se deslocaram até o local onde a autora estava e seguiram para o local onde a criança havia sido enterrada pela própria mãe. A mãe relatou aos policiais que após matar a criança, ela teria enterrado a vítima de cabeça para baixo e nas proximidades do lixão da cidade.
Segundo a autora, o motivo do crime foi devido a garota ter acusado o padrasto de abuso sexual. A autora também alegou que agiu sozinha.
INVESTIGAÇÃO
Na sequencia das diligências, ainda em regime de plantão, policiais civis e Conselheiros Tutelares, durante conversa com o adolescente, de 13 anos de idade e irmão da vítima, notaram que ele tinha arranhões nas pernas e desconfiaram que ele pudesse estar envolvido no crime. Após muita conversa, o adolescente confessou ter ajudado a mãe a matar a irmã e auxiliado também na ocultação do corpo. Revelou ainda onde estava o fio elétrico que a mãe usou para asfixiar a irmã.
ENTERRADA VIVA
Questionado sobre como o crime aconteceu, o adolescente relatou que a mãe derrubou a vítima no chão, envolveu o pescoço dela com o fio e começou a enforcá-la. Relatou que a irmã, mesmo em agonia, implorava para que não fosse morta. O jovem relatou que a irmã foi enterrada ainda com vida e com os pés para fora da cova.
Atônitos com tantos detalhes, os policiais perguntaram ao adolescente como ele sabia que a irmã ainda estava viva quando foi enterrada e, ele respondeu: "Ela pedia por socorro dentro do buraco".
A Polícia Civil identificou uma testemunha que relatou que a garota havia mencionado, no final do ano passado, ter sido vítima de abuso por parte do padrasto e que não poderia revelar o fato aos professores ou para a Polícia por medo de apanhar da mãe.
Frente a todo o relato, a prisão preventiva do padrasto, de 47 anos, também foi solicitada pela Polícia Civil para apuração do crime de estupro de vulnerável e eventual participação do homicídio e ocultação de cadáver da vítima.
