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Dólar opera em queda e volta a ficar abaixo de R$ 5

17 MAR 2020 • POR G1 Globo • 15h05
  REUTERS/Thomas White

O dólar opera em queda na tarde desta terça-feira (17), depois de bater pela manhã em R$ 5,08, em dia em que foi confirmada a primeira morte por coronavírus no Brasil. No foco dos investidores, além dos impactos da pandemia na economia global, também está a decisão sobre a taxa básica de juros, a ser anunciada na quarta-feira.

Às 15h20, a moeda norte-americana caía 1,83%, negociada a R$ 4,9685. Na máxima até o momento, bateu R$ 5,0845 - maior cotação nominal (sem considerar a inflação) já registrada no país. Na abertura, recuou a R$ 5,0099.

O dólar se manteve acima de R$ 5, mesmo após o Banco Central realizar nesta manhã leilão de linha -- venda com compromisso de recompra -- com oferta de até R$ 2 bilhões.

Um leilão semelhante já havia sido realizado na sexta-feira, a primeira vez que o BC fez oferta líquida de moeda nessa modalidade desde 17 e 18 de dezembro do ano passado, destaca a Reuters.

Já o Ibovespa opera em alta firme nesta terça-feira.

Na segunda-feira, o dólar fechou em alta de 5,16%, negociado a R$ 5,0612 – novo recorde nominal (sem considerar a inflação). Foi também a alta foi a mais intensa desde a disparada de 8,15% de 18 de maio de 2017. No ano, o dólar passou a acumular avanço de mais de 26%.

Após o fechamento dos mercados, o governo anunciou um conjunto de medidas, que preveem injeção de R$ 147,3 bilhões na economia.

Expectativa de corte de juros no Brasil

As atenções da semana também estão voltadas para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que anuncia nesta quarta-feira (18) a nova taxa básica de juros. Com o novo corte surpresa nos juros anunciado pelo Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA), aumentam as apostas do mercado de um corte mais expressivo na taxa Selic, atualmente em 4,25%.

Recentemente, os patamares cada vez menores da Selic foram apontados como um fator responsável pela disparada do dólar. A redução do diferencial de juros entre o Brasil e outros países torna rendimentos locais baseados na taxa básica de juros menos atraentes para o investidor estrangeiro, o que reduz a entrada de fluxos nos mercados brasileiros.