Professora morta por guarda municipal tinha medo de denunciar o ex porque ele andava armado
2 MAR 2020 • POR Midiamax • 09h05A professora Maxelline Santos, assassinada na madrugada de domingo (1°), em Campo Grande, tinha medo de denunciar o ex-namorado Valtenir Pereira da Silva, guarda municipal suspeito de cometer o crime, justamente por ele ter posse de arma e sofrer processos administrativos na corporação.
Familiares da profissional de 28 anos desabafaram um pouco do que sabiam a respeito do relacionamento dos dois durante o velório, que ocorre neste domingo. Eles temiam pela vida da jovem diante do comportamento do ex-namorado que já teria agredido Maxelline no início do namoro. Valtemir não ‘aceitou’ o fim da relação e já tinha contra si uma ordem que o proibia de chegar perto da professora.
Segundo apurou a reportagem do Jornal Midiamax, a família conversava com ela por mensagens alertando o perigo que a jovem corria. No enterro da professora, o clima era de comoção pela perda da jovem que era considerada uma mulher maravilhosa.
Ela tinha como grande sonho conquistar o direito de morar na casa própria e sair do aluguel, confidenciou a tia da menina que preferiu não se identificar. A mãe de Maxelline estava muito abalada e em estado de choque e preferiu não falar com a reportagem.
“Eu não tenho nem o que falar dela, de algo errado nela, era correta com as coisas. Ela queria casar, ter filhos e depois do que aconteceu com ele e viu que ele tinha esse comportamento agressivo, ela não queria mais e quis colocar um basta”, disse a tia.
Segundo testemunhou a tia de Maxelline, a sobrinha conheceu o Guarda Municipal no próprio local de trabalho e eles teriam se envolvido por um tempo até o início do namoro. Algumas divergências entre eles teriam começando, quando a professora descobriu fatos sobre a vida pessoal dele.
Depois do término do relacionamento, Maxelline decidiu denunciar o ex-namorado e havia conseguido na Justiça uma medida protetiva de urgência, em 24 de fevereiro, por violação de domicílio e ameaça. O crime aconteceu cinco dias depois desta medida.
O guarda municipal Valtenir Pereira da Silva, de 35 anos, é suspeito de matar a tiros a ex-namorada e o amigo dela, durante um churrasco na Rua Aruajá, no Jardim Noroeste, em Campo Grande.
A delegada da Deam (Delegacia de Atendimento à Mulher), Elaine Cristina Ishiki Benicasa, explicou que a ex-namorada do guarda estava em um churrasco na casa de uns amigos quando ele chegou no local. Os dois teriam tido uma discussão e o guarda deu um tiro na cabeça da vítima.
A esposa do dono da residência tentou intervir na briga e acabou atingida por um disparo, mas foi socorrida com vida e levada para a Santa Casa – a informação mais recente é de que ela seria transferida para o Hospital da Unimed. Quando o proprietário da casa saiu para ver o que tinha acontecido também foi atingido e morto com um tiro. Após o crime, o agente fugiu. A autoridade policial não soube informar se a arma usada nos assassinatos era do suspeito.
CasoO guarda municipal Valtenir Pereira da Silva, de 35 anos, é suspeito de matar a tiros a ex-namorada e o amigo dela, durante um churrasco na Rua Aruajá, no Jardim Noroeste, em Campo Grande.
A delegada da Deam (Delegacia de Atendimento à Mulher), Elaine Cristina Ishiki Benicasa, explicou que a ex-namorada do guarda estava em um churrasco na casa de uns amigos quando ele chegou no local. Os dois teriam tido uma discussão e o guarda deu um tiro na cabeça da vítima.
A esposa do dono da residência tentou intervir na briga e acabou atingida por um disparo, mas foi socorrida com vida e levada para a Santa Casa – a informação mais recente é de que ela seria transferida para o Hospital da Unimed. Quando o proprietário da casa saiu para ver o que tinha acontecido também foi atingido e morto com um tiro. Após o crime, o agente fugiu. A autoridade policial não soube informar se a arma usada nos assassinatos era do suspeito.
