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Processo de cassação contra vereador em Coxim cabe recurso

22 JAN 2020 • POR Cesar Rodrigues/Sheila Forato • 08h30
  Reprodução

A ação por captação ilícita de votos movida pelo Diretório Municipal do PDT contra o vereador Odes da Silva (PP)  gerou na cassação de seu mandato na última segunda-feira.
 Foi uma tentativa de manobra jurídica do PDT para obter a vaga  para Adilson do Lago. O PDT e o PP integravam a mesma coligação que disputou a última eleição municipal em Coxim. 
As informações foram confirmadas na manhã de ontem por Odes cujo mandato foi cassado pela juíza eleitoral Tatiana Dias de Oliveira Said, da 12ª zona eleitoral por transporte irregular de eleitor e entrega de santinhos durante as eleições de 2016. 
Sobre o conteúdo do processo Odes da Silva disse que vai se manifestar somente após ser notificado pela Justiça, que deve acontecer nesta quarta-feira. Durante a breve conversa o parlamentar não escondeu a mágoa em relação a Adilson do Detran, amigo para o qual já pediu votos e fez reuniões políticas no passado.
Na prática a ação foi uma “briga indireta” pela cadeira que o PP conquistou nas urnas. Como a Justiça é muito lenta Odes da Silva vai concluir o mandato com tranquilidade porque poderá recorrer da decisão de primeira instância. O vereador destacou que o MP tinha recusado  inicialmente  a ação porque se tratava da mesma coligação, inclusive o advogado que ingressou na Justiça Dr. Alex Viana era o jurídico da frente partidária integrada pelo PP e PDT na época.
Caso o TRE/MS (Tribunal Regional Eleitoral e Mato Grosso do Sul) mantenha a cassação do vereador de Coxim, Odes da Silva (PP), o vendedor Ademir Peteca (SD) é quem deve assumir a cadeira na Câmara. Isso porque a juíza Tatiana Dias de Oliveira Said, da 12ª zona eleitoral, destinou os votos para a legenda.
Entretanto, o PDT, que move o processo contra Odes, vai recorrer da decisão para que os votos sejam anulados, entregando a vaga na Câmara para Adilson Ferreira do Lago. A informação é do advogado Alex Viana, que atua na demanda judicial.
Além de ser cassado por captação ilícita de votos, Odes também ficou inelegível por oito anos. Tatiana também determinou que o vereador pague multa de cinco mil Uferms (Unidades Fiscais de Referência de Mato Grosso do Sul). Ele vai recorrer da decisão no cargo.
 Já o presidente da Câmara, Vlademir Ferreira (PT) limitou-se a ressaltar que Odes  da Silva tem o direito à ampla defesa, deverá concluir seu mandato porque o processo nem foi julgado.