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Trote: Falsa comunicação por telefone ou redes sociais pode resultar em prisão

16 JUL 2014 • POR Ana Flávia Dorsa • 14h19

O Corpo de Bombeiros de Coxim recebe uma média de três trotes por semana, a prática é freqüente e prejudica o batalhão que em Coxim atende uma vasta região e ainda possui um efetivo limitado. 
As falsas comunicações resultam em muitos deslocamentos desnecessários e consequentemente na demora para atender aqueles que realmente necessitam de atendimento urgente. 
Segundo os bombeiros de Coxim, 50% das ligações são feitas por adultos que faltando com a verdade indicam acidentes, pessoas caídas nas ruas, incêndios residenciais. Outra parte são crianças mesmo que ligam e passam trotes comuns que são desvendados à medida que são interrogadas. 
A Polícia Militar também informou que no seu atendimento a prática também é comum e que na maior parte das vezes acontece no horário de almoço e no fim da tarde, período de intervalo e dispensa da escola. As ligações na maior parte são feitas via telefone público.
Responsabilizar o autor muitas vezes exige um processo burocrático, mas a história “mal contada” de uma jovem, de 18 anos, moradora de Ribas do Rio Pardo, foi bem esclarecida pela polícia e deve resultar em processo por falsa comunicação de crime após inventar que foi sequestrada na madrugada da última quarta-feira (9).
Segundo o site Rádio 90 FM, a jovem disse para uma amiga de Minas Gerais, pelo Facebook, que estava sendo sequestrada por uma mulher chamada Maísa, em um carro preto. A amiga, assustada, acionou a Polícia Militar. Uma equipe de policiais de Ribas iniciaram buscas pela cidade e abordaram veículos à procura da então vítima.
Os policiais conseguiram identificar a jovem e descobriram que ela é filha de um religioso conhecido na cidade. Eles foram até a casa do pai, que se mostrou assustado e disse que sua filha estava na casa da irmã. A polícia se deslocou até a residência e encontrou a jovem, que ainda se escondeu no banheiro, onde apagou todas as mensagens e conversas do Facebook pelo celular.
A jovem foi encaminhada para a Delegacia de Polícia Civil de Ribas do Rio Pardo para prestar esclarecimentos e não soube dizer o motivo de realizar o trote. O caso foi registrado como comunicação falsa de crime ou contravenção. Se processada e condenada, a jovem poderá pegar de seis meses a um ano de prisão e também pagar multa.