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Cães de Busca e Resgate do Corpo de Bombeiros de Coxim embarcam para atuar em Brumadinho

26 SET 2019 • POR Idest • 09h10
  Divulgação

O Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul, através do canil do 5º SGBM/Ind, unidade de Coxim, atuará em Brumadinho (MG), na busca dos corpos dos desaparecidos. A equipe do Corpo de Bombeiros de MS, embarcará com a missão de localizar e resgatar 21 vítimas ainda desaparecidas nos escombros.
A equipe será composta pelos binômios (homem/cão), Maj Fábio Pereira de Lima e o cão Duke, 3º Sgt Luciclei da Silva Lima e a Cindy e pelo Cb Wilson Rogério de Souza Monteiro que atuará como auxiliar da equipe. A missão durará 30 dias, sendo dividida em duas etapas com um intervalo de 15 dias entre elas.
O cão raça pastor belga Duke e a cadela Cindy da raça labrador retriever, estão com sete anos de idade e são cães certificados a nível nacional em buscas por restos mortais, sendo somente quatro cães certificados nesta modalidade à nível de Brasil e recentemente estiveram na cidade de Curitibanos (SC) realizando uma semana de treinamento avançado na área de buscas por restos mortais.
O Maj Fábio ressalta sobre os riscos que a equipe poderá enfrentar. “Assim como nós bombeiros nos arriscamos entrando em locais insalubres, com risco da própria vida, mas com a finalidade tão nobre de localizar, resgatar e salvar vidas, para muitas vezes devolver ao menos o corpo dando um mínimo conforto às famílias, o nosso cão também está sujeito, mas ele está indo cumprir uma missão para a qual foi preparado ao meu lado", explica o major.
"O cão facilita muito o trabalho do bombeiro num cenário onde muitas vezes, o homem não consegue perceber, os cães com seu olfato aproximadamente 44 vezes mais aguçado que o nosso consegue identificar uma vítima soterrada, perdida na mata”, diz o major Fábio. "Quanto a saúde do animal, há alguns meses exames constataram que os cães que atuaram no resgate em Brumadinho, apresentaram alterações na taxa de metais pesados no corpo, apesar do quadro não ser considerado preocupante, eles seguem monitorados e durante o período que estiverem atuando na cidade mineira, os cães terão um tratamento especial, uma equipe com médicos veterinários empenhados para realizar exames, avaliação clínica durante toda missão evitando que eles adoeçam", afirma o major.