Fátima Alves de Souza Silva, futura Primeira Dama de MS
12 DEZ 2014 • POR Ana Flávia Dorsa • 13h56Nascida em Maracaju, Fátima perdeu o pai bem cedo, sendo a filha mais nova, com sua mãe com idade avançada e tendo irmãos bem mais velhos, cresceu e passou a infância na cidade do interior. Mais tarde foi para São Paulo estudar no colégio Santa Marcelina, um internato de freiras, voltando após os estudos para Campo Grande, onde conheceu o Reinaldo Azambuja. Sendo o seu primeiro namorado, não demorou muito e logo se casou, ela com 17 e ele com 19 anos, vindo em seguida os três filhos. Rafael, o mais velho se formará em Veterinária no próximo janeiro. O filho do meio estudou administração pública em São Paulo, se formou, mora e trabalha lá. Já o caçula, Rodrigo, é advogado e tem seu próprio escritório, sendo o único filho casado que já lhe deu dois netos: João Pedro e Leonardo, suas paixões.
O começo do jovem casal foi na fazenda e a vida era bem simples. “Nunca pensei que Reinaldo poderia se tornar prefeito, deputado e hoje governador. As pessoas dizem que os líderes nascem com a aptidão para a política, mas não sei se o Reinaldo já tinha isso interiorizado e na época não imaginava. Ele era um produtor rural, voltado para os negócios, mas mediante dificuldades do nosso município que não estava se desenvolvendo, surgiu a idéia dele se candidatar. Até então ele não tinha nenhuma pretensão e nem sonhava com isso. Foi algo que ele aceitou e deu um novo rumo em nossas vidas”, descreveu.
Para Fátima o começo da carreira política foi difícil de ser aceita, mas como Reinaldo Azambuja, sempre soube conduzir a vida pública e separar da sua vida pessoal, ele conseguiu equilibrar tudo isso e ter um convívio saudável com a sociedade e com a família.
“É normal as pessoas quererem saber sobre você e conhecerem o cotidiano do seu representante. Todos precisam de uma privacidade para sua família, mas confesso que inicialmente foi difícil. Passamos todas as nossas dificuldades juntos e conseguimos superar. Os filhos sempre deram o apoio e eu percebi que precisava estar dentro, estar junto, ao lado e participar. Se eu estivesse de fora deste cenário as coisas seriam mais difíceis. Desta forma eu não faria parte do processo, não entenderia as necessidades e aí começariam os problemas. Trouxe tudo isso para minha vida, mas vivo e realizo os meus objetivos particulares, mesmo cumprindo as agendas e as abdicações que a política exige”, destaca Fátima.
Política
Para a futura anfitriã do nosso Estado, existe uma expectativa muito grande na figura da primeira dama, mas para ela esse título é encarado como algo natural e enfrentará de forma tranqüila. “Sempre estive ao lado do Reinaldo, participei de todas as campanhas, rodei o Estado todo, conheci cada município e suas necessidades. Vi a dificuldade das mulheres na criação dos filhos e as dificuldades dos nossos jovens, nascendo em mim uma vontade de criar mais projetos sociais, para ajudandar a população. Quero trabalhar junto com o secretário da pasta que o Reinaldo indicará”, desabafa Fátima, que já está em contato com a primeira dama de São Paulo para trocar experiências e implantar projetos no MS.
“Os Estados vizinhos como: Paraná, Minas Gerais e São Paulo estão nos dando muito apoio. Quero ser útil em cada projeto para ajudar. Meu papel agora é de auxiliar, como disse em todas as campanhas. O atual governador, André Puccinelli, realizou muitas obras, porém agora, mais do que nunca, o nosso papel é humanizar. Tenho certeza que o próximo ano será muito difícil para o nosso Estado. Provavelmente um ano de recessão. Precisamos olhar pelas as pessoas e é o que estaremos priorizando”, salienta.
Sobre a participação da mulher na política, a futura primeira dama pede para que as mulheres estejam mais à disposição, pois em sua opinião, elas sempre aplaudem muito, mas quando a política as chama, poucas vão adiante e aceitam o desafio.
Interior
Fátima tem um olhar diferenciado para o interior do Estado. Como passou boa parte da sua vida em Maracajú, fala das cidades de forma realista e não poética, pois cita o fato de as populações desses lugares estarem diminuindo e dos jovens estarem saindo em busca de empregos, estudos e novas oportunidades. Um grande problema que ela citou das pequenas cidades é o fato de as mães que hoje precisam colaborar com a renda familiar, não encontram vagas em creches e assim deixam de dar melhores condições para seus filhos por não poderem trabalhar.
“Elas não têm apoio muitas vezes, precisam dessa oportunidade, de projetos do governo voltado para elas. Se ela está bem a família toda vai bem. Não é uma bandeira feminista, mas sabemos que isso vai agregar muito para nossas mães. Temos que pensar nas particularidades das cidades e assim pensar em políticas específicas como para as quilombolas e indígenas. Será um grande desafio. Enfim, como já disse, será um trabalho mais humano”, detalha Fátima.
Cotidiano
Fátima procura se alimentar bem, mas confessa que é indisciplinada. “Neste ano, principalmente, tudo foi muito difícil, não estabeleci uma rotina, pois tinha que me deslocar para Brasília, a cada 15 dias, necessitando viajar para cuidar do apartamento, dos funcionários, cumprindo compromissos como: reuniões e jantares, além da agenda de campanha de Estado. Precisava atender a tudo isso, muito diferente dos outros anos onde passei mais em casa”, declara a entrevistada. Tratando de cozinha, afirma que esse dom, ela aprecia e pratica, pois cozinhar é uma tradição de família.
Em contrapartida à boa alimentação, Fátima diz que o exercício físico é bem aceito e preza pela atividade desde os tempos de escola e que, mesmo depois de casada, sempre jogou Voleibol com uma turma de amigos, em Campo Grande.
O passa tempo predileto da futura primeira dama é pescar. Sempre que tem um feriado ou um tempo livre ela e o esposo aproveitam para ir aos rios do Estado descansar a mente e o físico. Geralmente o local escolhido é Ivinhema, Corumbá ou Bela Vista. Segundo Fátima, apenas Reinaldo já pescou em Coxim. Outro passa tempo que lhe dá prazer é o cinema e que com freqüência comparece com os seus netos.
Bate Bola:
Filme? O livro de Eli;
Literatua? Romance. Leio muito Sidney Sheldon;
Música? Sertaneja de Raiz;
Sonho? Conhecer o Santuário de Fátima, em Portugual
Prato favorito? Massa;
Estilo? Clássico;
Mania? Organização;
Se defina com uma palavra? Feliz;
Não vive sem? A família;
Política? É necessária.
***Mensagem para 2015
“O próximo ano será difícil, mas temos muita esperança, muita vontade, muita força. Mato Grosso do Sul é um Estado de oportunidades, de gente capaz, de gente forte, de gente trabalhadora. Temos muita confiança no nosso Estado e no nosso povo. Acreditamos muito em Deus e nos propósitos da vida de cada um. Temos muita fé e, acima desses momentos difíceis, temos certeza que com correição, fazendo as coisas certas e trabalhando muito, a gente vai conseguir, com que, a partir 2015, as pessoas de Mato Grosso do Sul tenham mais confiança e uma vida melhor e que os nossos jovens tenham um futuro mais promissor, com mais educação e saúde. É por isso que estamos aqui. Queremos ver a economia crescendo, as pessoas mais felizes. Que todos tenham um bom Natal em família.”
