Delegada fará oitiva especial com psicólogos para ouvir as 9 crianças que teriam sido abusadas
28 JUN 2019 • POR Cesar Rodrigues • 09h20A delegada da Polícia Civil de Rio Verde, Dra. Andressa Vieira, confirmou ontem (por telefone) que a professora suspeita de abusar sexualmente de nove crianças segue em regime de prisão temporária por 30 dias podendo ser prorrogado de acordo com a necessidade de investigação. Este rumoroso processo corre em segredo de justiça, mas ela concluiu a primeira etapa de depoimentos. O próximo passo - mais delicado - será uma oitiva especial denominado no meio jurídico como “Depoimento Sem Dano” onde a conversa com a criança tem uma conotação lúdica para evitar mais traumas após o abuso.
As datas e as formas que serão tomados os depoimento depende do organograma elaborado pela Dra. Andressa Vieira que poderá montar uma estrutura composta por profissionais da área de assistência social ou de psicologia na delegacia ou no Forum, na presença do juiz da comarca e do Ministério Público. Com isso a oitiva com as crianças é feita uma única vez para evitar mais pressões psicológicas às vitimas.
O envolvimento de tantos profissionais para o início do “Depoimento Sem Dano” deve-se ao fato dele servir como prova criminal contra os acusados. Avaliações de psicólogos podem ser decisivas nestes casos. Como se sabe, a criança merece proteção integral pelo simples fato de estar em estágio peculiar de desenvolvimento físico, psíquico e moral (artigos 2º e 3º do Estatuto da Criança e do Adolescente e artigo 2º da Lei 13.431/17).
A denúncia de abuso sexual contra nove crianças contra professora de creche da Comunidade Kolping, em Rio Verde, repercute em sites de notícias do Brasil. Ela foi presa pela Polícia Civil e está à disposição da justiça que decretou Segredo de Justiça neste processo. A municipalidade de Rio Verde não tem vínculo com a entidade - a não ser fornecer ajuda de custo - mas colocará profissionais da área de psicologia à disposição das possíveis vítimas e dos familiares.
