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Blocos de cimento fabricados em presídio vão garantir calçamento a bairros de Aquidauana

21 MAI 2019 • POR MS.gov • 10h50
  Arquivo/ Agepen

 Para levar ocupação produtiva e remunerada aos reeducandos de Aquidauana, a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) e a Prefeitura do Município são parceiras há mais de uma década. Além da manutenção de espaços público por internos do regime semiaberto, reeducando do regime fechado estão atuando na produção de blocos de concreto de cimento, que irão beneficiar a população local.
Nas mãos dos detentos do Estabelecimento Penal de Aquidauana (EPA), são fabricadas mais de 500 lajotas de concreto todos os dias, que estão sendo instaladas nas ruas dos bairros da cidade. O convênio foi firmado em julho do ano passado e ocupa a mão de obra de 10 reeducandos.
Somente no ano passado foram fabricados 22 mil artefatos de concreto. Esse trabalho tem transformado a vida dentro e fora da prisão, é o que garante o interno Claudemir Germano. “Tem nos ajudado muito, ocupado nosso tempo com uma fonte de renda para ajudar nossos familiares. É simplesmente uma oportunidade de sair de cabeça erguida do presídio, com dignidade”, agradece o reeducando.
Conforme o coordenador da Defesa Civil do município e responsável pelos trabalhos dentro da unidade penal, Mário Ravaglia de Oliveira, essa oportunidade de ocupação produtiva aos internos tem contribuído consideravelmente no comportamento e na disciplina dentro do presídio. 

Parceria de sucesso
A parceria entre a Agepen e a prefeitura de Aquidauana existe há mais de 10 anos e ocupa a mão de obra de 41 custodiados do Estabelecimento Penal Masculino de Regimes Semiaberto e Aberto de Aquidauana (EPMRSAAA), na limpeza e conservação das vias públicas, bem como de escolas, postos de saúde, centros comunitários, etc.
Em 2015, foi realizado através do projeto, o calçamento de vias públicas da cidade, com utilização da mão de obra prisional, assim como ao redor dos presídios fechado e semiaberto. A ação foi idealizada pelo juiz Giuliano Máximo Martins e pelo diretor do presídio de regime semiaberto de Aquidauana, Fábio Amarilio, e aconteceu por meio de parceria entre a Agepen, o Conselho da Comunidade local e Prefeitura Municipal.