Aluizio São José diz que "Nivelamento das Eleições " trará economia ao Brasil
8 MAI 2019 • POR Cesar Rodrigues • 09h30A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que propõe o nivelamento dos mandatos de prefeitos e vereadores por mais dois anos divide opiniões por ser considerada um atentado à democracia por uns e uma grande sacada econômica e política do Brasil na atualidade por outros. Na manhã de ontem o prefeito de Coxim, Aluizio São José, foi o primeiro gestor público a se manifestar sobre o assunto. Ele é favorável ao “Nivelamento das Eleições” sabendo que - para isso - teria que ficar mais dois anos no cargo. Sem querer legislar em causa própria e com a experiência de um segundo mandato ele destaca as grandes vantagens econômicas numa única eleição no Brasil.
Na avaliação de Aluizio São José os prefeitos e vereadores que estão com mandado - mesmo quem tem outros planos – precisarão fazer um esforço de mais dois anos para que a eleição seguinte se nivele e comece uma nova era política marcada pela economia e o fim de burocracias que entravam as pautas de câmaras de vereadores e até mesmo atos do Poder Executivo em período eleitoral a cada dois anos. A PEC já foi protocolada e acaba com eleições a cada dois anos e todos os políticos em mandato eletivo serão escolhidos em pleito único.
O prefeito de Coxim destacou ainda que o período eleitoral é historicamente uma fase em que o país para. As obras públicas não têm andamento, os projetos ficam congelados. Isso sem falar no trabalho legislativo que é quase nulo. Para ele não há justificativa plausível para que tenhamos eleições a cada dois anos. Será absurdamente mais produtivo e barato aos cofres públicos se definirmos todos os líderes de uma só vez, ponderou o prefeito.
Um levantamento feito pelo Senado Federal aponta que o Brasil tem as eleições mais caras do mundo. A campanha de 2018, por exemplo, custou aos cofres do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aproximadamente R$ 889 milhões. O sistema logístico que precisa ser criado para que as urnas eletrônicas cheguem a todos os estados, em cada canto do nosso país é gigantesco. A preparação da equipe, mesários, material, aluguel de espaços e de veículos. Com a unificação, os reflexos dessa economia já seriam sentidos no ano que vem, com o pleito de 2020 suspenso.
Para que a unificação seja consolidada, os mandatos de prefeitos, vice-prefeitos e vereadores precisarão ser prorrogados por dois anos. Assim, nas eleições de 2022, além de governadores, vice-governadores, deputados federais, estaduais e presidente, os cargos municipais também estarão na urna para a escolha dos eleitores.
